Caso aconteceu em Salvador, na Bahia - Reprodução/Internet
Caso aconteceu em Salvador, na BahiaReprodução/Internet
Por Jenifer Alves*
Rio - Um vídeo que mostra um homem sendo assassinado a tiros ao caminhar na rua com um criança de colo, vem sendo compartilhado em diversos grupos de WhatsApp nas últimas semanas. A mensagem, que é encaminhada diz que a vítima é um sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro. No entanto, a informação é falsa. A vítima do ataque é Rodrigo Lima Bonadia dos Santos, que não tem nenhuma ligação com a PM do Rio, o caso aconteceu em Salvador, na Bahia.
As imagens, de um circuito de segurança de um condomínio, são extremamente fortes. No vídeo, um homem em uma moto aguarda, ao lado de um comparsa, a passagem de Rodrigo, que caminha com uma criança no colo e uma mulher.
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Em seguida, o piloto da motocicleta acelera, enquanto o atirador vai em direção à vítima e atira. O rapaz e o bebê então caem no chão. A jovem que acompanha Rodrigo, ainda parece discutir com o criminoso armado, ela pega a criança e se afasta enquanto o bandido atira diversas vezes na cabeça do homem caído no chão.
A 'fake news' começou com o compartilhamento do vídeo e as mensagens que afirmavam se tratar de um agente da PM do Rio de Janeiro. Já nesta quarta-feira, a foto de um policial militar real do estado era anexada às informações. 
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O caso real
De acordo com a Polícia Civil do estado da Bahia, o homicídio de Rodrigo, mostrado nas imagens, aconteceu no dia 10 de outubro, no bairro da Federação, em Salvador. O crime é investigado pela 1ª Delegacia de Homicídios – Atlântico (DH/Atlântico), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Não há informações sobre o estado de saúde do bebê que estava no colo da vítima.
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A vítima, além de ter passagens por tráfico de drogas e homicídio, também é acusada de envolvimento na morte de uma policial militar, ocorrida em 2015, em um posto de saúde, no bairro de Pituaçu, em Salvador. 
A Polícia Militar do estado do Rio ainda não se pronunciou sobre o caso.
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*Estagiária sob a supervisão de Bruno Ferreira