É Carnaval para além da Sapucaí

Acadêmicos do Salgueiro investe em projetos sociais que criam novos músicos, passistas e mão de obra para seu barracão do samba

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Com o projeto social 'Salgueirar vem de criança', a escola da Tijuca atende 500 crianças de 5 a 17 anos em aulas como balé e percussão
Com o projeto social 'Salgueirar vem de criança', a escola da Tijuca atende 500 crianças de 5 a 17 anos em aulas como balé e percussão -

Todo o encanto que se vê na Marquês de Sapucaí com as escolas de samba do Grupo Especial é fruto de um trabalho que não para. Mas quem pensa que, depois da Quarta-feira de Cinzas e do Desfile das Campeãs, os barracões silenciam por meses, está enganado. As agremiações continuam reluzindo e pulsando. No caso da Acadêmicos do Salgueiro, com projetos sociais para crianças e adultos.

Praticamente nascida no Salgueiro, Mara Rosa foi porta-bandeira da escola por muitos anos e, já aposentada dos desfiles, não queria largar o Carnaval. Agora, como presidente da escola mirim, criou o projeto 'Salgueirar vem de criança'. Desde setembro, 500 crianças de 5 a 17 anos recebem aulas de samba no pé, balé, percussão e de mestre-sala e porta-bandeira.

Mas a brincadeira não é só para os pequenos. Mara abriu turmas de capacitação para o Carnaval, com oficinas de corte e costura e alegoria e adereços para os 40 pais e mães que comparecem todos os domingos para ajudar a construir o Carnaval dos filhos. "Eles aprendem outra profissão e, com isso, também ajudam a confeccionar as fantasias do desfile", contou. O aprendizado de pais e filhos vira um grande programa de domingo.

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