IML atestou consumo de álcool por mulher que atropelou jovem ao fugir de blitz da Lei Seca

Karla Vasconcellos teve mandado de prisão temporária decretado domingo

Por Bruna Fantti

Parentes e amigos homenagearam o jovem e cantaram o hino do Flamengo, clube de Jonatan
Parentes e amigos homenagearam o jovem e cantaram o hino do Flamengo, clube de Jonatan -
Rio - A autônoma Karla Vasconcellos, de 41 anos, que atropelou e ocasionou a morte de Jonatan Lima, 24, na noite de quinta-feira, afirmou aos policiais, na ocasião, que não tinha ingerido bebida alcoólica e se recusou a fazer o teste do bafômetro. Peritos do Instituto Médico Legal (IML), no entanto, constataram que ela ingeriu álcool, baseado no exame físico, ao qual O DIA teve acesso. O crime ocorreu em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. 
"Pulso radial de 120 BPM (batimentos por minuto), (...) nos testes de coordenação motora e equilíbrio estático e dinâmico apresenta resposta inadequada, não se apresenta embriagada, porém, no momento do exame, não demonstra condições para condução do veículo", escreveu o médico do IML que a examinou. Os batimentos por minuto de uma mulher adulta, que não tenha consumido álcool, ficam entre 65 a 80BPM.
Após conseguir o mandado de prisão, ontem, o delegado Reginaldo Guilherme colocou equipes nas ruas à procura de Karla. Eles estiveram na residência dos pais e em um condomínio fechado onde ela mora com o marido, em Vila Valqueire, mas não a encontraram. As buscas duraram toda a tarde e foram encerradas às 18h. Como ela não fez contato com a delegacia, passou a ser considerada foragida.
A reportagem do O DIA esteve nos locais de busca da polícia. No condomínio onde o casal reside, em Vila Valqueire, os vizinhos afirmaram que não encontram o casal há dois dias. A residência dos pais de Karla estava vazia.
Segundo uma prima de Jonathan, identificada como Jéssica da Silva, as testemunhas do crime confirmam a informação de que Karla estava acompanhada no momento do atropelamento. "Assim que o carro parou, uma pessoa que estava com ela fugiu. Os populares conseguiram segurar ela, mas ele não. No momento que o carro parou, ele saiu correndo. Ela estava acompanhada. Mas, a gente não sabe ainda quem é essa pessoa", disse. O corpo de Jonatan foi enterrado ontem, sob forte comoção. 
O delegado recebeu a informação de que Karla estava saindo de um motel, localizado na Estrada do Catonho, com um acompanhante. O veículo está registrado no nome de sua mãe. Ela é esposa de um sargento da Polícia Militar, que será chamado para depor. Há a suspeita de que não fosse ela quem conduzia o veículo e que possa ter trocado de lugar com o verdadeiro motorista, na intenção de protegê-lo.
"Vamos checar se era ele (policial militar) quem estava no carro e se chegou a trocar de lugar com ela no volante. Ele ainda será chamado para depor", afirmou o delegado Reginaldo Guilherme, titular da 33ª DP (Realengo). 

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Parentes e amigos homenagearam o jovem e cantaram o hino do Flamengo, clube de Jonatan Cléber Mendes
Corpo de Jonathan foi enterrado no Cemitério Jardim Sulacap Cléber Mendes / Agência O DIA
Emocionados, cerca de 150 parentes e amigos prestaram homenagens a Jonatan Lima no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap Cléber Mendes
Jonatan Lima da Silva Divulgação
O carro que atropelou Jonatan Lima da Silva, de 24 anos Reprodução
Jonatan trabalhava em uma empresa de telemarketing e voltava para casa quando foi atropelado Reprodução / Redes Sociais

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