'Para mim, ela não atropelou, ela deu um tiro no peito dele', diz pai de jovem atropelado na Zona Oeste

Pela primeira vez, pais de Jonatan Lima da Silva estiveram no local onde o filho foi morto

Por *Rachel Siston

Jonatan Lima da Silva
Jonatan Lima da Silva -
Rio - Os pais do jovem Jonatan Lima da Silva, de 24 anos, atropelado na última quinta-feira, na Estrada do Catonho, em Sulacap, Zona Oeste do Rio, estiveram pela primeira vez no local do acidente na tarde desta segunda-feira. Silvana dos Santos Lima da Silva e Jorge Luiz Ferreira da Silva deixaram flores brancas na via para homenagear o filho. Emocionados, eles pediram a prisão de Karla Vasconcelos de Almeida, que dirigia o carro.

"A gente quer justiça, espero que ela seja condenada e presa, porque se ela for solta, vai matar os filhos dos outros. Eu quero uma resposta. O governador, na hora de botar uma camisa do Flamengo é mole, quero ver ele vestir essa camisa da dor, eu quero uma resposta rápida", disse o pai da vítima.
Pais se emocionaram ao falar do filho; assista ao vídeo!
 

Silvana falou que perdoaria a motorista que atropelou Jonatan, mas que para isso, ela precisa pagar pelo crime que cometeu. "Eu espero que isso não fique impune, ela destruiu uma vida, ela matou o meu filho. Eu a perdoo, mas ela tem que pagar na Justiça pelo que fez."

A mãe da vítima conta que Jonatan costumava chegar em casa às 23h15, mas naquele dia não voltou, nem avisou o motivo do atraso. Preocupada, ela ligou e mandou mensagens para o filho, mas o celular do jovem quebrou no acidente. Ela só soube da morte por volta das 3h30 da manhã, quando seu filho mais velho, Jeferson Lima, chegou em casa com a notícia. Durante a homenagem, Silvana e Jorge descreveram Jonathan como um rapaz carinhoso e apegado à família.

"Quando eu soube, eu fiquei igual uma louca, você nunca espera isso. Ele era um menino muito carinhoso, caseiro, tinha muitos amigos, era responsável. Muita gente gostava dele. Ninguém está acreditando, a minha ficha ainda não caiu", lembrou Silvana.
O pai também mostrou sua indignação. "Era um trabalhador vindo para casa, não tinha nada de errado, ele estava de capacete, com o uniforme da firma. Para mim, ela não atropelou, ela deu um tiro no peito dele. Foi um tiro no peito que acertou a família toda", desabafou Jorge.

Segundo a 33ª DP (Realengo), Karla Vasconcelos de Almeida foi indiciada por homicídio doloso na forma do dolo eventual e terá pedido de prisão solicitado à Justiça. Um inquérito policial foi instaurado.
*Estagiária sob a supervisão de Maria Inez Magalhães
 
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