Rio tem pelo menos oito pontes e viadutos com risco de ruptura

Relatório do TCM, baseado em vistorias feitas pelo órgão, foi aprovado em plenário na tarde desta quarta-feira

Por Maria Luisa de Melo

Elevado Paulo de Frontin também está precarizado, segundo relatório
Elevado Paulo de Frontin também está precarizado, segundo relatório -
Rio - A cidade do Rio de Janeiro tem 28  elevados, pontes e viadutos em estado precário de uso. Destas, oito apresentam grave risco de ruptura, podendo desabar por conta de seu mau estado de conservação. É o que aponta um relatório do Tribunal de Contas do Município (TCM), aprovado em plenário na tarde desta quarta-feira (6).
O documento mostra, ainda, que "em 89% das obras visitadas há possibilidade de queda de material sobre veículos e pessoas; que, em 82% das estruturas visitadas, há necessidade de substituição das juntas de dilatação; que, em 71% dos casos, há sinais de infiltração (...)".

Na lista das chamadas "obras de arte especial", como são chamadas pelos engenheiros, em estado mais crítico estão o viaduto mestre Cartola, na Mangueira; a passarela em frente ao Hospital Salgado Filho, no Méier; o Elevado das Bandeiras, no Joá; a passarela próxima à estação de Metrô de Del Castilho; o viaduto Oscar Britto e a passarela da Rua Rodrigues Campelo, ambos em Campo Grande; o viaduto de Acesso à Linha Vermelha e a Ponte Velha da Joatinga.

No caso desta última intervenção, no Joá, o relator pede uma análise mais detalhada para que a via continue funcionando. "Entendemos que o nível de comprometimento da estrutura é incompatível com a continuidade de sua utilização sem que um laudo conclusivo mais detalhado, assinado por especialista na área de estrutura", diz texto assinado pelo conselheiro-relator Felipe Puccioni.
Prefeitura aponta defasagem
Responsável pela manutenção das vias citadas no relatório, a Secretaria Municipal de Infraestrutura, Habitação e Conservação informou, através de sua assessoria, que ainda não foi notificada oficialmente sobre o relatório. Mas diz que o documento está defasado, "visto que foi produzido em outubro de 2018 e só agora divulgado".
Ainda segundo a nota, o relatório contou com a ajuda dos próprios técnicos da secretaria e, de lá para cá, diversas obras foram concluídas, estão em processo de licitação ou em andamento.
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