MP e Corregedoria da PM cumprem mandados contra policiais investigados por milícia

Policiais militares que são investigados por envolvimento em milícias que atuam na grilagem de terras na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá. Eles usariam construtora para comercializar imóveis em áreas invadias, apontam investigações

Por O Dia

Parte das buscas ontem foi realizada na sede corretora dos PMs, que fica na Colônia Juliano Moreira
Parte das buscas ontem foi realizada na sede corretora dos PMs, que fica na Colônia Juliano Moreira -
Rio - O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Corregedoria da Policia Militar cumprem, na manhã desta terça-feira, mandados de busca e apreensão a endereços ligados a policiais militares que são investigados por envolvimento em milícias que atuam na grilagem de terras na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, na Zona Oeste.
Segundo o Inquérito Policial Militar (IPM), prédios e casas estão sendo construídos na região da colônia em terrenos invadidos pela milícia. As irregularidades estariam sendo cometidas pela corretora GG Consultoria Imobiliária, cujos sócios são os policiais militares Carlos Eduardo Grecco e Carlos Eduardo Gonçalves, que também comercializam os imóveis, apontam as investigações.

As buscas são realizadas na sede da empresa, que fica na Colônia Juliano Moreira, nos endereços residenciais de seus sócios e nos armários do PMs localizados nos batalhões onde estão lotados. "O objetivo é obter documentos que apontem quem são os clientes da imobiliária, quais são as obras realizadas, quais os valores cobrados nas transações e se existe alguma espécie de coação aos moradores e comerciantes locais", diz o MP.

Além de documentos para buscar comprovar organização criminosa, parcelamento irregular do solo urbano, extorsão, falsificação de documento público, a operação busca computadores, dispositivos informáticos de armazenamento de dados, como CDs, DVDs, pen drives, HDs externos e internos, aparelhos de telefonia celular e outros itens que possam trazer informações úteis às investigações.
A operação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI), ambas do Ministério Público do Rio, além da Corregedoria da Polícia Militar.
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