Comissão da Alerj pede explicações da SuperVia sobre trens fora de circulação

Reunião acontecerá na próxima quinta-feira, na sala 316 do Palácio Tiradentes, às 11h30.

Por O Dia

Central do Brasil
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Rio - A Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Rio convocou representantes da SuperVia, Agetransp – agência reguladora de transportes do Rio – e a Secretaria estadual de Transportes (Sectran) para explicarem a demora em avisar aos usuários sobre a retirada de circulação de 40 composições. A requisição foi aprovada nesta terça-feira, durante reunião extraordinária.
De acordo com o presidente da comissão, Dionísio Lins (PP), "é preciso que fique claro o que vem acontecendo na SuperVia". "A finalidade é saber o porquê de não terem avisado aos usuários com mais antecedência através de panfletos, áudio e até nos meios de comunicação a retirada dessas composições, evitando assim atrasos e constrangimentos". 
A reunião acontecerá na próxima quinta-feira, na sala 316 do Palácio Tiradentes, às 11h30.
Transtornos frequentes
Assim como nesta segunda-feira, quem teve que pegar trem da SuperVia na manhã desta terça voltou a enfrentar problemas em diversos ramais da companhia. Desde ontem, 40 trens chineses estão fora de circulação por causa de problemas em suas caixas de tração das composições. O número representa 20% do total da frota da concessionária.
De acordo com a SuperVia, nesta manhã os intervalos estão irregulares nos ramais Japeri, Santa Cruz e Deodoro e do trecho Gramacho-Saracuruna. A companhia avisa que algumas viagens do ramal Deodoro podem ser realizadas com composições de quatro carros ao invés de oito.
Por causa disso, os passageiros voltaram a reclamar da superlotação e da demora para a chegada dos trens nas estações. "Está um verdadeiro caos no ramal de Santa Cruz. Estou em um trem superlotado e sem ar condicionado. Descaso total", uma passageira reclamou, pelas redes sociais.
"Resolve esse problema da falta dos trens com urgência. As pessoas estão passando mal com a quantidade de gente amassada dentro. Um calor absurdo. Impossível. Desumano", outra reclamou.
"Se tem menos trens e com isso os intervalos estão maiores, por que todo esse tempo parando em sinais e nas estações aguardando liberação do tráfego? Qual o real problema que essa empresa está passando?", uma terceira questionou.
O governo do estado disse que, na tarde de hoje, haverá uma reunião com o Consórcio CRRC, responsável pela fabricação dos trens, e a SuperVia para definir as ações visando à retomada gradual da operação dsa composições.
Os 40 trens que estão fora de circulação representam 20% da frota da SuperVia, que é de cerca de 170 composições. Desde esta segunda, apenas 133 estão em operação para transportar 420 mil pessoas por dia. A companhia informou que os trens quem foram levados para manutenção foram fabricados pelo consórcio chinês CRRC, com peças da empresa alemã Voith. Eles foram comprados pelo governo do estado e entregues à concessionária entre os 2014 e 2016.
"A empresa lamenta os transtornos e reforça que está mobilizada para adequar a operação da melhor forma, buscando impactar o mínimo possível a rotina dos passageiros. A concessionária espera uma solução rápida pelo fornecedor chinês, que permita que o serviço seja normalizado brevemente", a empresa disse, sem informar um prazo para que os 40 trens voltem a operar.
Nesta segunda, a Agetransp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Rio) comunicou que abriu um processo regulatório para investigar o caso.
"A agência reguladora reforçou a fiscalização desde a madrugada, com fiscais nas principais estações de todos os ramais, para verificar as condições de circulação e de atendimento aos usuários. Se forem comprovadas falhas na operação, a concessionária poderá ser multada", a reguladora avisou.
Também ontem, a Defensoria Pública estadual (DPRJ) disse que pediu à SuperVia esclarecimentos sobre a retirada das 40 composições. A DPRJ quer que, em dois dias úteis, que a empresa esclareça os motivos para a adoção da operação temporária o prazo para o restabelecimento da frota.
"Já que o serviço está sendo prestado de forma precária, a empresa é obrigada a definir medidas compensatórias, como, por exemplo, o reajuste proporcional do preço das passagens. Além disso, a empresa deve também manter o consumidor informado sobre o funcionamento das operações", explica a coordenadora do núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria Pública, Patrícia Cardoso.
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