Muita dor pela prisão injusta do filho

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A pedagoga Luciana Fortuna nunca se esquecerá da noite em que recebeu uma ligação, em 2006, dizendo que seu filho tinha sido preso. "Sabia que algo estava errado. Nós demos uma boa educação para ele, que se dedica aos estudos. Ser preso por tráfico era algo impossível", conta.

Um vídeo provava a inocência do rapaz, mas, na primeira audiência, a juíza acatou a palavra dos policiais que o prenderam. "Tinha certeza de que ele seria liberado, que era um mal-entendido. Levei roupas para ele sair do tribunal. Mas ficou preso por 105 dias", lamenta.

Com o marido, Luciana foi atrás de justiça. E nunca deixou de visitar o filho na cadeia, até sair um habeas corpus. "No dia do julgamento, fiquei em oração, pedindo justiça. E ela veio com a absolvição dele", diz.

Atualmente, seu filho está se formando como técnico em enfermagem: "Tudo o que passei me fez ser uma pessoa melhor, absorvi tudo como uma lição, e sinto mais a dor dos outros".

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