Mãe em dobro para suprir ausência paterna

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O sonho de Vera Lúcia de Souza era ser mãe. Tinha 37 anos e trabalhava como lojista quando descobriu que estava grávida. "O pai da criança queria que eu tirasse. Eu disse que não. Ele respondeu: 'Então, você se vira'. Na certidão do meu filho só tem o meu nome como mãe".

Moradora da Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, ela quis dar uma boa educação para o filho e passou a trabalhar como diarista em casas de família. "Só folgo aos domingos, e ainda vendo bijuteria. De segunda a sexta-feira, faço faxina e consigo tirar mais de um salário mínimo para pagar a escola e o plano de saúde do João Vitor, que está com 9 anos agora", orgulha-se.

No início do ano, Vera teve que segurar outro baque da vida para dar força à criança: seu novo marido morreu em um acidente. "Meu filho já o chamava de pai. Tive que dar apoio psicológico para ele".

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