Vereador quer CPI para investigar mortes e furtos de animais no Zoo

Entre os objetivos da medida estão a investigação da morte de 219 animais, o furto de 18 espécies, entre elas, Ararinha Azul e Macaco Prego, além da transferência de bichos sem apresentação de documentação

Por O Dia

Vistoria da Comissão Especial de Saúde Animal teria flagrado animais estressados com obras no local
Vistoria da Comissão Especial de Saúde Animal teria flagrado animais estressados com obras no local -

Rio - Para apurar possíveis irregularidades durante as obras no Zoológico do Rio, na Quinta da Boa Vista, o vereador Marcos Paulo, do Psol, presidente da Comissão Especial de Saúde Animal, vai ingressar nesta terça-feira com um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar (CPI) na Câmara Municipal. Entre os objetivos da medida estão a investigação da morte de 219 animais, o furto de 18 espécies, entre elas, Ararinha Azul e Macaco Prego, além da transferência de bichos sem apresentação de documentação.

De acordo com o vereador, ele já está pegando as 17 assinaturas necessárias para o pedido de abertura da CPI. Marcos Paulo espera que a CPI seja aberta antes do recesso do fim do ano. Também serão investigados atos de improbidade administrativa da prefeitura na fiscalização da obra e no bem estar dos animais.

No último sábado, depois vistoria no zoo, o vereador afirmou que a situação dos animais é precária: "Vimos um grande canteiro de obras, animais estressados, enclausurados em ambientes muito pequenos, com motosserras, caminhões entrando e saindo o tempo todo", contou.

Ainda de acordo com o vereador, documentos da Fundação RioZoo, da Prefeitura do Rio, apontam que durante visita técnica num sítio, em Cachoeiras de Macacu, um dos locais para onde foram transferidos 186 animais, foi constatado ser um criatório comercial. Alguns dos bichos recebidos no sítio não estavam no local. A administração do sítio informou que eles teriam sido doados ou morreram, mas não havia documentação comprobatória.

Média anual de mortes teria caído

Por meio do grupo Cataratas, o Zoológico do Rio informou que as obras tiveram início em dezembro de 2018, mas "não colocam em risco à vida dos animais que vivem no RioZoo". Conforme o Zoológico do Rio, antes da concessão, a média de óbitos era de 97 animais por ano. Depois da concessão, esse número teria passado para 77 animais ao ano, mesmo com as obras.
 
O Zoológico está fechado para visitação. "A medida tem por objetivo garantir a segurança dos visitantes", informou o grupo. O Zoológico do Rio não comentou sobre os furtos e as transferências de animais. Em nota, a prefeitura afirmou que "sobre a transferência de animais, não existe nenhum tipo de denúncia ou indício de irregularidade".
 

 

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