Médica do Samu organiza encontro para rever bebê abandonado em São Gonçalo

Na ocasião, criança foi achada ao lado da roda de um carro, ainda com o cordão umbilical

Por Jenifer Alves*

Família reunida: a mãe acolhedora (à esq.); a médica; a mãe adotiva; o policial e o socorrista do Samu
Família reunida: a mãe acolhedora (à esq.); a médica; a mãe adotiva; o policial e o socorrista do Samu -

Rio - Um bebê feliz e saudável. Essa foi a imagem que agentes do Samu e um policial do 7º BPM (São Gonçalo) conferiram, ontem, ao reencontrarem o menino que resgataram em agosto deste ano, em São Gonçalo. A criança foi achada ao lado da roda de um carro, ainda com o cordão umbilical. 

O bebê foi socorrido e, após o susto, ficou sob os cuidados de uma família acolhedora, tendo sido adotado há cerca de um mês. O aspirante Braga, que participou do resgate, conta que a ação ficou marcada em sua carreira: "No início da vida profissional, você se deparar com uma situação dessas... Sempre que puder, vou visitá-lo. Vai ser uma das missões da minha vida", conta.

A médica Giovanna Bispo, 25, prestou os primeiros socorros e, agora, foi a responsável por idealizar o reencontro. A profissional também está no início da carreira e havia começado a trabalhar no Samu há menos de um mês, quando o bebê foi encontrado. "Ele realmente foi um guerreiro por ter suportado aquela noite abandonado", detalha.

A mãe adotiva da criança, Vivian de Oliveira, diz que a chegada do bebê mudou sua vida. Balconista, ela conta que se licenciou do trabalho para acompanhar a evolução da criança - o bebê precisa de acompanhamento médico, por conta do nascimento traumático: "Muito importante também é o papel da família acolhedora, que transforma a dor e o trauma em amor e faz brotar esperança", diz emocionada.

Mãe biológica denunciada

Uma ligação anônima para o Disque Denúncia, ainda na época em que o bebê foi encontrado, permitiu à polícia localizar a mãe biológica da criança. Ela chegou a prestar depoimento na 73ª DP (Neves), foi liberada, mas há contra ela uma denúncia por abandono de incapaz.
 
Segundo a jovem, de 23 anos, ela não sabia que estava grávida e já tinha outros três filhos. A mulher precisou sair do bairro onde morava e ainda não há informações sobre sua atual situação judicial.

*Estagiária sob supervisão de Gustavo Ribeiro
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Família reunida: a mãe acolhedora (à esq.); a médica; a mãe adotiva; o policial e o socorrista do Samu Reprodução/Internet
Equipe reencontrou o bebê após três meses Reprodução/Internet

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