Motoristas denunciam pardais irregulares na Zona Oeste; comissão cobra explicações
De acordo com as denúncias, existe apenas uma diferença de cerca de 100m de um para outro
Radar foi encontrado com ligação direta na rede elétrica, sem equipamento de mediçãoGilvan de Souza / Agência O Dia
Por O Dia
Rio - Motoristas que passaram pela Estrada do Catonho, na Zona Oeste do Rio, estão denunciando à Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa (Alerj) a existência de pardais eletrônicos em duplicidade no local, que não é permitido pelo Código de Trânsito. De acordo com as denúncias, existe apenas uma diferença de cerca de 100m de um para outro.
Diante das denúncias, o deputado Dionísio Lins (PP), presidente da comissão, encaminhará, nesta quinta-feira, um requerimento ao Departamento de Estradas e Rodagem (DER) e para a CET-Rio pedindo esclarecimentos sobre os motivos da duplicidade de radares. "Recebemos a informação de motoristas que na Estrada do Catonho, próximo ao hotel king, onde a velocidade permitida é 60km, existem dois pardais com uma distância mínima entre eles, ou seja, o motorista reduz para a velocidade permitida e quando volta a acelerar é autuado pelo pardal seguinte, uma verdadeira pegadinha. Na Via Lagos também existe essa duplicidade de equipamento próximos um ao outro. Vamos verificar a denúncia e cobrar das autoridades", disse.
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No requerimento enviado, o presidente também vai solicitar a relação com o endereço de todos os pardais e lombadas eletrônicas instalados, bem como a cópia do contrato com as empresas proprietárias dos equipamentos e a data de aferição de cada um para saber se estão dentro da validade.
De acordo com o parlamentar, o principal é saber se os pardais estão sendo colocados em áreas consideradas de risco, onde é elevado o número de roubos e furtos de automóveis. "Queremos saber se existe algum estudo técnico para que o equipamento seja instalado em determinado endereço e quais os critérios adotados para essa instalação. Não estamos incentivando o desrespeito às leis de trânsito como o excesso de velocidade e o avanço de sinal, mas sim colaborar para reduzir o número de vítimas inocentes que acabam tendo que escolher entre ser roubado ou avançar o pardal e ser multado para garantir a segurança de sua família", explicou.