'Não critico a polícia, mas eles têm uma inteligência, não precisam chegar atirando', diz parente de jovem morto na Ilha

Familiares das vítimas estavam no Instituto Médico Legal (IML) de São Cristóvão, na manhã desta quinta-feira, para liberar os corpos para sepultamento

Por Thuany Dossares

Bunitin 'do sextou'
Bunitin 'do sextou' -
Rio - “Passo em frente ao IML todos os dias para trabalhar, vejo diversas famílias chorando e pedia a Deus para não ser eu passando por essa situação, e hoje eu que estou aqui passando por isso”. Essa foi a declaração do irmão de Felipe Antunes Figueiredo, logo depois de confirmar que seu irmão, Sidnei Antunes Figueiredo, estava entre os mortos durante uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, na madrugada desta quinta-feira.
Funcionário do BRT, Sidnei estava junto com o influencer Diego de Farias Pinto, o Bonitinho do Sextou, e seus dois empresários Jorge Tadeu Sampaio e Jocelino de Oliveira Júnior, ambos de 36 anos, que também foram baleados e morreram na ação. Familiares das vítimas, exceto do Bonitinho, vieram até o Instituto Médico Legal (IML) de São Cristóvão, na manhã desta quinta-feira, para liberar os corpos para sepultamento.
Segundo Walter Junior, primo de Jorge Tadeu, ele foi um dos responsáveis por lançar Bonitinho na mídia. Moradores da localidade de Santa Margarida, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, eles gravaram os primeiros vídeos em pontos de van, que com o passar do tempo foram viralizando. Para Walter, a polícia poderia ter agido de forma mais inteligente.
“O Tadeu era um paizão para o Bonitinho. O Diego era especial. Não critico o trabalho da polícia, se não fosse eles, a gente não teria direito nem de ir e vir, mas eles têm uma inteligência, sabem como pegar, como operar, não precisam chegar atirando, vitimando pessoas inocentes. Agora fica a dor, só temos a lamentar, dilacerou a nossa família”, lamentou.
O pai de Jocelino Júnior, Jocelino de Oliveira, disse que ficou sabendo da morte do filho após ver o que tinha acontecido com o Bonitinho no Dendê.
“Eu sabia que ele estava com o Bonitinho, eles sempre faziam shows nas comunidades. O Júnior era o meu caçula de três filhos”, disse.
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