Com 50% do efetivo, Hospital Albert Schweitzer atende apenas casos graves e urgentes

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que irá fiscalizar se acordo será cumprido por parte do sindicato

Por O Dia

Sem salários, terceirizados entraram em greve na sexta-feira
Sem salários, terceirizados entraram em greve na sexta-feira -
Rio - Sem receber, os funcionários terceirizados do Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, Zona Oeste do Rio, entraram em greve nesta sexta. Por volta das 17h, uma das emergências da unidade foi fechada.
"Não tenho nem mais por onde pedir dinheiro. A gente sai e o vizinho fecha a porta. É triste demais. Vai juntando conta de luz, aluguel, tudo para pagar. Não estou nem falando do Natal. Falo do básico. Estamos na condição de não ter nem arroz e feijão para botar na mesa pros filhos", diz uma funcionária que pediu para não ser identificada. "Sou pai, tenho duas crianças em casa, uma esposa e sou um ser humano que se sente humilhado. É difícil chegar em casa, chego a segurar o choro, fora a situação de vergonha de ouvir meus filhos perguntarem: 'E aí, pai, o pagamento?'. É difícil. A vergonha é humilhante", lamenta outro funcionário, que teve a identidade preservada.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que irá manter o funcionamento da unidade com 50% do efetivo, seguindo o acordo feito entre os sindicatos e a Justiça do Trabalho; a direção diz que irá fiscalizar se o acordo está sendo cumprido por parte do sindicato. A pasta acrescenta ainda que apenas os casos mais graves e urgentes recebem atendimento.
Na manhã de hoje, a titular da Secretaria Municipal de Saúde, Ana Beatriz Busch, esteve no hospital para conversar com os funcionários e informou que há um processo vigente e que a prefeitura precisa acatar a sentença. "Infelizmente, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) acatou o pedido da Advocacia-Geral da União impedindo o pagamento. Eles chegaram a receber parte do pagamento. A prefeitura recorreu dessa decisão na sexta-feira assim que teve ciência e nós esperamos sim que o TST seja sensível à garantia da reposição dessas contas com o dinheiro que virá da primeira parcela do IPTU em janeiro", explica ela.
A secretária ainda reforça que está esperançosa de que a decisão da justiça seja revista. "E que nossos profissionais recebam esse dinheiro que está à disposição da justiça pra que eles recebam esse salário. Vim aqui justamente para convidar os funcionários pra conversar com eles, pra mostrar a petição. Todas as pessoas que estão aqui buscam seu recurso pra vir trabalhar. É isso que a população precisa ver que o hospital está aberto", reforça.
João Camões, chefe de equipe, gravou um vídeo declarando que a unidade não fechou suas portas e que continuará atendendo, por triagem, com 50% do pessoal.
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