Justiça revoga prisão de homem preso por pedir carro de aplicativo em Campo Grande

Vitor da Cunha é acusado de participar de roubo contra o motorista do veículo

Por Beatriz Perez

Vitor: processo em liberdade
Vitor: processo em liberdade -
Rio - Preso desde o dia 23 de novembro por ter pedido um carro de aplicativo que foi alvo de assalto em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, Vitor Martins da Cunha vai poder responder ao processo em liberdade. O Ministério Público se manifestou pela soltura do pedreiro e pintor no fim da tarde desta terça-feira e a Justiça revogou a prisão preventiva. A expectativa da defesa é de que ele deixe o Presídio Thiago Teles, em São Gonçalo, nesta quarta-feira.

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Família tenta provar inocência de Vitor Martins da Cunha, preso após pedir um carro de aplicativo que foi usado por criminosos para praticar roubo Arquivo pessoal
Caroline Sobrinho Souto, 30, e Vitor Martins da Cunha, 34, têm uma filha, Maria Rosa, de 9 anos. "Falamos que ele está viajando a serviço", conta Caroline Arquivo pessoal
Vitor Martins da Cunha, 34, tem MEI ativo como pedreiro desde 2016 Arquivo Pessoal
Caroline Sobrinho Souto, 30, tenta provar inocência do marido: "Homem trabalhador de coração bom: priorizava ajudar as pessoas" Reprodução/ Arquivo pessoal
Vitor: processo em liberdade Arquivo pessoal
Vitor Martins da Cunha, 34, tem MEI ativo como pedreiro desde 2016 Arquivo pessoal


Conforme O DIA noticiou na manhã de hoje, a família de Vitor defende que ele foi vítima de um golpe: chamou um carro de seu próprio aplicativo para dois homens que se diziam perdidos. Na corrida, o motorista foi vítima de roubo pelos dois passageiros e o caso foi registrado na 35ª DP (Campo Grande). Pedreiro e pintor, Vitor Martins da Cunha, 34, autor do pedido da corrida, foi o único preso, acusado de participação no crime.

Agora, o Ministério Público se manifestou pela substituição da prisão por outras medidas cautelares, como comparecimento mensal à Justiça. Na decisão, o órgão destaca que Vitor é primário, possui residência fixa e trabalho lícito.

"Não há nenhum elemento nos autos, neste momento, que indique que Vitor, em liberdade, causará perigo à ordem pública, obstruirá a instrução criminal ou a aplicação da lei penal", diz um trecho da decisão.
Esposa de Vitor, Caroline Sobrinho Souto, 30, diz que vai preparar o prato preferido e reunir a família para receber o marido. "É uma emoção inenarrável. É o retorno da nossa fé. Ficou todo mundo em conjunto e sabia que iria dar tudo certo. Quando ele chegar é só dar mimo, deixar ele descansar, fazer um peixinho frito e reunir a família. Vou até ter que distribuir senha", comemora a professora de português e espanhol.

Família tentou provar inocência

A família recolheu imagens de câmeras de segurança e recolheu declarações de empregadores para tentar provar que Vitor não tinha relações com os autores do crime.

Vitor tem cadastro ativo de Microempreendedor Individual (MEI) desde 2016. Ele coordenava uma obra há um mês e meio com uma equipe de pelo menos dois ajudantes em Inhoaíba, Zona Oeste do Rio, interrompida pela prisão.

"O Vitor estava mandando bem demais. A obra, adiantada. Ele não fez isso não (participar do crime). Dois dias antes da prisão, foi o aniversário dele e ele me pediu um pagamento adiantado para comemorar, foi o que aconteceu. Ele recebeu na quinta, trabalhou na sexta e foi preso no sábado", conta Jorge.
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