Morre mais uma paciente vítima de incêndio no Hospital Badim

Corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) e o hospital particular da Tijuca aguarda o resultado do laudo da necrópsia para identificar se o óbito tem relação com o incêndio, ocorrido em em 12 de setembro do ano passado

Por O Dia

Incêndio no Hospital Badim
Incêndio no Hospital Badim -
Rio - Uma idosa de 83 anos, transferida após o incêndio no Hospital Badim, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, em setembro do ano passado, morreu na madrugada deste sábado. Ela estava internada no Hospital Israelita Albert Sabin. Ela é a 25ª paciente que estava na unidade de saúde quando ocorreu o incêndio. 
Segundo o Hospital Badim, dos 103 pacientes internados quando a unidade foi tomada pelas chamas, 77 tiveram alta, um continua internado e 25 morreram. Dos óbitos, 13 foram por causas relacionadas ao incêndio e sete por causas naturais, disse o Badim. Há cinco mortes ainda sendo investigadas. Todos os funcionários do local e acompanhantes dos internados já tiveram alta.

Em nota, o Hospital Badim disse que o corpo da idosa morta hoje foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) e que aguarda o resultado do laudo da necrópsia para identificar se o óbito tem relação com o incêndio, ocorrido em em 12 de setembro passado.
"Reforçamos que, diariamente, nossa equipe médica sempre esteve acompanhando a evolução do quadro clínico de todos os pacientes que deram entrada nas unidades que os acolheram. Essa equipe manteve contato constante com os familiares da paciente. Informamos, ainda, que os familiares da paciente entraram com recurso judicial para que a mesma fosse acompanhada por um serviço de home care custeado pelo hospital. Esse pedido, inicialmente, foi acatado pelo Tribunal de Justiça, que reformou sua decisão porque a paciente não possuía condições de alta devido ao seu quadro clínico de saúde", disse em nota.

"Assim como essa senhora, outros pacientes foram internados para tratamento das patologias que motivaram suas admissões no Hospital Badim e não por conta da inalação de fumaça, uma vez que se trata de uma instituição voltada para o atendimento de casos de alta complexidade cirúrgica e clínica", destaca.


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