
A Polícia Federal vai abrir inquérito para apurar a morte de Henrique Lázaro Silva de Souza, de 41 anos. Segundo familiares, ele atuava como coordenador de manutenção da Plataforma P-70, da Petrobras, e morreu em alto-mar, no último dia 7, a bordo do navio que realizava o transporte do equipamento da China para o Brasil. O navio, que chegou anteontem ao Rio trazendo o corpo do operário, foi periciado pela PF.
De acordo com os advogados da família, a embarcação retornava de um estaleiro chinês quando, no dia 5, os funcionários decidiram preparar uma bebida, misturando substâncias alcoólicas com suco de uva. Henrique e mais cinco pessoas passaram mal após ingeri-la. Segundo informações repassadas de colegas, Souza morreu 36 horas após ter começado a passar mal.
"Ele morreu dentro do navio. É necessária uma investigação sobre a conduta do comandante. Ele tinha o poder e dever de agir para evitar a morte, já que se passaram 36 horas, desde que ele começou a passar mal, até os colegas constatarem o óbito. Só então foi acionado o socorro. Queremos que seja apurado o homicídio culposo", disse Antônio Pedro Melchior, um dos advogados da família.
Souza foi contratado para o serviço de preservação da P-70 pela empresa chinesa Hong Kong Yufeng Development. Já o navio que a transportava, a bordo do qual morreu, pertence à holandesa Boskalis. Segundo os advogados, o funcionário prestava serviços para a Petrobras há cerca de 10 anos, sempre por meio de contratos terceirizados.
"Lázaro era muito respeitado pelo pessoal da Petrobras e já havia trabalhado em outras plataformas. Independentemente das responsabilidades pela morte, não houve um comunicado oficial à família por parte de nenhuma das empresas. Até o momento tentamos estabelecer canal de comunicação com elas", diz o advogado Ariel Bandeira de Melo.
Henrique Lázaro de Souza morava em Itaboraí e deixa esposa e dois filhos, de 5 e 9 anos.





