Mulher do DJ Rennan da Penha relata ter sido retirada de banco e levada à DP

Segundo ela, funcionários da agência desconfiaram de foto de carteira de identidade e falaram em fraude

Por O Dia

-
Rio - Lorenna Vieira, mulher do DJ Rennan da Penha, desabafou em suas redes sociais, nesta quinta-feira, por ter sido levada à 22ª DP (Penha) logo depois de tentar fazer uma movimentação financeira em uma agência do banco Itaú, na Penha, Zona Norte do Rio. Lorenna publicou vídeos no Instagram e escreveu no Twitter sobre o episódio. Segundo ela, funcionários desconfiaram da foto de sua identidade e acionaram a polícia alegando fraude.
"Estou aqui em frente à 22ª DP. Me liberaram quase agora. Estava resolvendo minhas coisas lá com a pessoa que trabalha comigo na minha empresa. Fiquei esperando e não entendia a demora. Chamaram a polícia, me tiraram de lá, aquela vergonha toda e falaram que não era eu na identidade. Falaram que o dinheiro que estava entrando não era normal. Então talvez não possa não ter dinheiro, não possa ter nada? Vou processar quem eu tiver que processar. Ficaram fazendo perguntas como "você é o quê do Rennan da Penha?" Não entendi o porquê das perguntas sobre o Rennan", disse.
"Viram tudo e não encontraram nada e me liberaram. Os três policiais que foram atrás de mim e que falaram coisas que me machucaram são brancos. Não tem outra explicação que não o preconceito. Perguntaram se já fui presa, se tinha passagem. Passei por essa situação horrorosa, estou com dor de cabeça e com vontade de vomitar. Por que eu não posso receber bem? Por que não posso ter dinheiro? Amanhã estou aqui para cancelar minha conta nesse banco preconceituoso. Vou processar e não deixar passar. Não me deixaram tirar dinheiro. Não posso ter dinheiro por ser mulher de ex-presidiário? A gente é preto, é humilde, mas é empresário, sim, geramos empregos", finalizou.
Em nota, o banco lamentou o ocorrido. "O Itaú Unibanco se desculpa pelos transtornos causados a Lorenna Vieira nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, e vem tentando contato com ela para resolver a situação", disse no texto. 
Segundo o banco, o  procedimento adotado na agência é padrão em casos de suspeita de fraude, "e não tem qualquer relação com questões de raça ou gênero".
"O objetivo era proteger os recursos de Lorenna de possível fraude, uma vez que já havia um bloqueio preventivo de sua conta corrente e era difícil identificá-la com o documento apresentado no caixa. O Itaú Unibanco acredita que toda forma de discriminação racial deve ser combatida”, completou o banco, em nota. 
Procurada, a Polícia Civil ainda não se posicionou sobre o caso.
Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia

Comentários