Polícia muda versão e diz que mulher do DJ Rennan da Penha usou documento falso

Empresária afirma que funcionários da agência desconfiaram de foto de carteira de identidade e falaram em fraude; segundo a Polícia Civil, está sendo apurado se houve uso de documento falso por ela, o que teria motivado o acionamento da Polícia Civil

Por O Dia

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Rio - A Polícia Civil informou, na noite desta sexa-feira, que a identidade apresentada por Lorenna Vieira, mulher do DJ Rennan da Penha, é falsa e que a digital encontrada no documento não pertence à jovem. A versão difere de outra nota divulgada no início da tarde, onde a instituição afirma que agentes da 22ª DP (Penha) tinham constatado que o documento de identidade pertencia à Lorenna. Na quinta-feira, ela publicou vídeos no Instagram e escreveu no Twitter que foi levada à unidade logo depois de tentar fazer uma movimentação financeira em uma agência do banco Itaú, na Penha, Zona Norte do Rio. Segundo ela, funcionários desconfiaram da foto de sua identidade e acionaram a polícia alegando fraude. 
De acordo com informações da 22ª DP (Penha), foi instaurado um inquérito policial para apurar a denúncia da jovem sobre crime de racismo que teria ocorrido na agência bancária. Ainda segundo a unidade, está sendo apurado também se houve uso de documento falso por ela, o que teria motivado o acionamento de uma equipe da Polícia Civil.
O delegado Fabrício Oliveira disse que, em consultas preliminares, os dados de nome, filiação, data de nascimento e numeração da identidade apresentada pela jovem batiam com os dados do sistema. No entanto, segundo ele, após resultado de laudos periciais, foi constatado "que o documento era falso e que a digital encontrada na cédula não pertence a jovem".
A nota ainda diz que "informações colhidas junto ao DETRAN confirmaram que a cédula de identidade não foi emitida oficialmente pelo órgão e a fotografia existente no documento questionado não corresponde à existente nos bancos de dados oficiais. As investigações da Polícia Civil prosseguem e a delegacia aguarda o resultado de outras pesquisas e perícias solicitadas e realizará novas oitavas de testemunhas nos próximos dias".
"Ela foi ouvida de maneira detalhada, apresentou a versão dela, a testemunha foi ouvida também. A gente espera ouvir nos próximos dias outras pessoas, como os policiais que atuaram na diligência e funcionários do banco, para conseguir elucidar a investigação", finalizou Fabrício.
Após a divulgação da nota, Lorenna usou o twitter para contestar a informação. "O erro não é meu!!!! Pelo amor de Deus! Como falam algo assim sem provar?????????? Sem provas???? Sem noção???????? ONTEM assim que sai da delegacia RASGUEI pq o policial disse pra eu rasgar e fazer OUTRO COM MEU CABELO NATURAL", disse a jovem.
Denúncia de racismo
Lorenna Vieira, mulher do DJ Rennan da Penha, desabafou em suas redes sociais, nesta quinta-feira, por ter sido levada à 22ª DP (Penha) logo depois de tentar fazer uma movimentação financeira em uma agência do banco Itaú, na Penha, Zona Norte do Rio. "Estou aqui em frente à 22ª DP. Me liberaram quase agora. Estava resolvendo minhas coisas lá com a pessoa que trabalha comigo na minha empresa. Fiquei esperando e não entendia a demora. Chamaram a polícia, me tiraram de lá, aquela vergonha toda e falaram que não era eu na identidade. Falaram que o dinheiro que estava entrando não era normal. Então talvez não possa não ter dinheiro, não possa ter nada? Vou processar quem eu tiver que processar. Ficaram fazendo perguntas como "você é o quê do Rennan da Penha?" Não entendi o porquê das perguntas sobre o Rennan", disse.
Em nota, o banco lamentou o ocorrido. "O Itaú Unibanco se desculpa pelos transtornos causados a Lorenna Vieira nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, e vem tentando contato com ela para resolver a situação", disse no texto.
Segundo o banco, o procedimento adotado na agência é padrão em casos de suspeita de fraude, "e não tem qualquer relação com questões de raça ou gênero".
"O objetivo era proteger os recursos de Lorenna de possível fraude, uma vez que já havia um bloqueio preventivo de sua conta corrente e era difícil identificá-la com o documento apresentado no caixa. O Itaú Unibanco acredita que toda forma de discriminação racial deve ser combatida”, completou o banco, em nota.
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