Despachantes que falsificavam alvarás da Prefeitura de Búzios são alvos de operação

Servidores indicavam os golpistas para empresários agilizarem o processo de legalização de seus negócios junto ao município

Por O Dia

Ação tem a participação da Homicídios de Niterói
Ação tem a participação da Homicídios de Niterói -
Rio - A Polícia Civil e o Ministério Público estadual (MPRJ) fazem, desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira, a segunda fase da Operação Plastográfos, contra despachantes acusados de falsificação de alvarás da Prefeitura de Búzios. A ação acontece no município da Região dos Lagos e pretende cumprir cinco mandados de prisão expedidos pela 1ª Vara Criminal de Armação dos Búzios.
Até o momento, três dos cinco procurados foram presos. Eles foram levados para a 127ª DP (Búzios), que faz as prisões juntamente com a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI). Eles vão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato, fraude processual e ameaça.

Os alvos da operação:
. Maurício Rodrigues de Carvalho do Nascimento - PRESO
. Thiago Silva Soares - PRESO
. Weliton Quintanilha de Souza, o Ginho - PRESO
. Henrique Ferreira Pereira, o Japonês
. Jonatas Brasil Rodrigues da Silva, o John John
R$ 5 MIL POR ALVARÁ FALSO
De acordo com a polícia, a investigação apontou que empresários eram indicados por funcionários da Prefeitura de Búzios para procurarem despachantes, que supostamente agilizariam processo de legalização de seus negócios junto ao município.
Os golpistas cobravam cerca de R$ 5 mil para emitir os alvarás definitivos, mas os documentos entregues por eles eram falsos. Os criminosos ainda ameaçavam as vítimas e destruíam as provas. 
Na primeira fase da operação, realizada no dia 3 de outubro do ano passado, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos despachantes.
Procurada pelo DIA sobre os servidores envolvidos no esquema, a Prefeitura de Búzios disse que ainda não tomou ciência da denúncia, mas, desde já, repudia qualquer prática ilegal.
"Estamos colaborando com as investigações e aguardamos o trâmite jurídico para posteriores declarações", o município acrescentou, em nota.
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