Por Waleska Borges
Dois venezuelanos foram presos, no ano passado, por policiais da 5ª DP (Mem de Sá) após aplicarem golpes de 'Boa Noite Cinderela'. Segundo o delegado Geraldo Assed, os venezuelanos aplicaram os golpes de forma tradicional: se aproximaram das vítimas e colocaram drogas nas bebidas delas. No caso registrado na Lapa, no último fim de semana, o delegado estranho o fato de as vítimas não terem percebido a presença de pessoas estranhas. 
Funcionários do bar dizem que bebidas são abertas no balcão, na frente do cliente
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Funcionários do bar disseram que não notaram nada de diferente: "As pessoas pegam a cerveja no balcão e levam para a mesa já aberta. Tenho um funcionário antigo que nos ajuda às sexta-feiras. Não podemos responder pelo grupo que está sentado à mesa. Não coloco a mão no fogo, mas não acredito que alguém do bar", alegou uma funcionária do local, que se colocou à disposição da Polícia Civil. 
Funcionários do bar e as vítimas serão chamados a prestar novo depoimento. "Vou solicitar o boletim de atendimento médico (da vítima) caso ela tenha ido ao hospital", explicou o delegado. 
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"Geralmente, as vítimas procuram a delegacia depois de algum tempo. Com isso, não é feita a perícia no líquido e não sabemos de qual substância se trata", ponderou. 
De acordo com o delegado Reginaldo Félix, titular da Delegacia de Combate a Drogas, a especializada não apreendeu nenhuma substância de escopolamina no Rio.