Cassação ainda parada na Alerj

Corregedoria analisa representação contra deputados da Furna Da Onça desde 2019

Por Maria Luisa de Melo

A representação que pede a cassação dos cinco deputados estaduais envolvidos na Operação Furna da Onça está parada na Corregedoria da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Os deputados são acusados de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. A representação foi protocolada pelo PSOL em novembro de 2018. Encaminhada pela Mesa Diretora à Corregedoria em novembro do ano passado, a representação não recebeu parecer do corregedor Jorge Felippe Neto (PSD).

Em pouco mais de um ano, os cinco parlamentares já foram libertados. Dois deles já conseguiram até liminar para retomar os mandatos, na quinta-feira, 13.

Em dezembro do ano passado, conforme noticiou O DIA, as defesas dos deputados André Corrêa (DEM), Luiz Martins (PDT), Marcos Abrahão (Avante), Chiquinho da Mangueira (PSC) e Marcus Vinícius Neskau (PTB) foram entregues à Corregedoria. Mas o órgão não encaminhou a questão ao Conselho de Ética.

Presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, Martha Rocha (PDT) confirmou que a representação ainda não chegou até ela. Só depois disso é que uma reunião do conselho poderá ser marcada para votar a abertura ou não de processo por quebra de decoro, com a presença dos demais integrantes do Conselho.

Procurado, o corregedor Jorge Felippe Neto não se pronunciou sobre o assunto.

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