Batalhões do COE, da PM, fazem operação no Complexo da Maré - Estefan Radovicz / Arquivo / Agência O DIA
Batalhões do COE, da PM, fazem operação no Complexo da MaréEstefan Radovicz / Arquivo / Agência O DIA
Por O Dia
Rio - Policiais dos batalhões de Operações Especiais (Bope), de Ações com Cães (BAC), de Choque (BPChq) e do Grupamento Aeromóvel (GAM) realizam uma ação nas favelas Parque União e Nova Holanda, no Complexo da Maré, na manhã desta terça-feira. Tiros foram ouvidos na região e há relatos de residências e comércios invadidos pelos militares. Um suspeito morreu em confronto, diz a Polícia
Segundo a Secretaria de Polícia Militar, a ação do Comando de Operações Especiais (COE) tem "como principal objetivo prender criminosos e combater o tráfico de drogas na localidade" e se baseia "em dados de inteligência".
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Houve confronto na Nova Holanda e um suspeito foi baleado. Ele foi socorrido para o Hospital Federal de Bonsucesso, mas não resistiu aos ferimentos. Um fuzil e dois rádios transmissores foram apreendidos com ele. Sua identidade não foi revelada.
Relatos de abusos dos militares
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Na página Maré Vive, há relatos de tiroteios e orientações sobre como se proteger durante os tiros. "Operação rolando do Parque União até a Nova Holanda, então por favor, não saiam agora, se abriguem! Vamos nos comunicar e nos cuidar!", pede.
O canal de mídia sobre notícias do conjunto de favelas também denuncia, através de relatos de moradores, abusos cometidos pelos policiais durante a operação. "Não é preciso esperar muito pra começarem a ver os esculachos, já temos informações de vários carros arrombados, casas, bares. ISSO TEM QUE PARAR! (sic)", diz a página. 
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"Queria fazer um desabafo, eles quase mataram minhas filhas. Jogaram gás na porta da casa, o gás entrou e minhas filhas desmaiaram, fiquei em pânico, joguei muita água nelas. Tive que sair correndo com minhas filhas no meio da rua pedindo socorro. Estamos assustados até agora", diz um relato compartilhado pela Maré Vive. "Hoje está demais, ameaçando trabalhador com faca dentro de casa, com criança pequena. Nojo define. Sensação de impunidade, só Deus por nós mesmo!", denuncia outro. 
Questionada sobre as reclamações dos moradores, a Polícia Militar disse que a corporação disponibiliza canais através da Corregedoria para o recebimento de denúncias, com anonimato do denunciante.
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"As denúncias podem ser realizadas através do aplicativo WhatsApp pelo número (21) 97598-4593, por telefone pelo número (21) 2725-9098 ou ainda pelo e-mail [email protected]. É importante ressaltar que a Corporação não compactua com qualquer desvio de conduta, apura com rigor e senso de justiça todas as denúncias que chegam ao nosso conhecimento", disse em nota.