Ex-PMs e esposas são presos por agiotagem em condomínio de luxo na Barra

Quadrilha age há pelo menos cinco anos emprestando dinheiro a juros altos a comerciantes e moradores da Baixada

Por RAI AQUINO

Investigados foram presos em condomínio de luxo
Investigados foram presos em condomínio de luxo -
Rio - Policiais da 52ª DP (Nova Iguaçu) fazem, desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira, a Operação Parasitas, contra uma quadrilha que pratica agiotagem e extorsões milionárias na Baixada Fluminense. Os ex-PMs Victor Hugo Martinho Garcia, conhecido como Batata, e Eduardo Thalles Lopes, além de suas esposas, Amanda de Souza BragaCarolina Souza Barcellos, respectivamente, foram presos durante a ação, em um condomínio de luxo da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.
Além das quatro prisões, os agentes também cumprem 14 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos criminosos na Baixada. Até o momento, já foram encontrados objetos de valores, como relógios, joias, vários cheques e uma grande quantidade de dinheiro em espécie. Os outros quatro mandados são de prisão temporária.
De acordo com o delegado Pedro Bittencourt Brasil Araújo, titular da 52ª DP, o grupo age há pelo menos cinco anos emprestando dinheiro a juros altos a comerciantes e moradores de Nova Iguaçu e região. 
"Posteriormente, eles praticam atos de grave ameaça e violência para cobrar as dívidas", conta o delegado, dizendo que os investigados tiveram bens sequestrados e suas contas bancárias bloqueadas.

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Material apreendido na ação Divulgação / Polícia Civil
Material apreendido na ação Divulgação / Polícia Civil
Material apreendido na ação Divulgação / Polícia Civil
Investigados foram presos em condomínio de luxo Divulgação / Polícia Civil
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Investigados foram presos em condomínio de luxo Divulgação / Polícia Civil
Investigados foram presos em condomínio de luxo Divulgação / Polícia Civil
Investigados foram presos em condomínio de luxo Divulgação / Polícia Civil
Investigados foram presos em condomínio de luxo Divulgação / Polícia Civil
Investigados foram presos em condomínio de luxo Divulgação / Polícia Civil
As investigações contra a quadrilha começaram há cerca de seis meses quando as vítimas passaram a denunciar o grupo.
"Elas foram ao Ministério Público e de lá foram encaminhadas à delegacia. A partir daí, começamos a colher depoimentos e juntar documentos e provas", acrescenta Bittencourt.
As vítimas apresentaram extratos bancários que confirmavam uma série de depósitos nas contas pessoais e das empresas dos acusados, que somam mais de R$ 3 milhões, entre 2018 e 2019, e notas fiscais de aquisição de veículos zero km em nome dos presos.
Ainda segundo o delegado, mesmo com a realização dos depósitos, os criminosos continuavam intimidando as vítimas, usando arma de fogo, como fuzis e pistolas. Em um dos casos, eles colocaram um rastreador GPS no carro de uma delas e chegaram a invadir o aniversário do seu filho, ameaçando os familiares de morte.
Os dois ex-PMs eram responsáveis pelas ameaças e suas companheiras eram sócias de empresas que receberam o dinheiro depositado pelas vítimas.
"As investigações vão continuar para a identificação de outros integrantes da quadrilha, já que há indícios da presença de mais membros no bando", complementa Bittencourt.
A ação de hoje conta com apoio de outras delegacias do Departamento Geral de Polícia da Baixada (DGPB). Os presos vão responder pelos crimes de extorsão, organização criminosa e crime contra a economia popular.
A Polícia Civil reforça que essa é a primeira investigação de uma distrital que foi apreciada pela 1ª Vara Criminal Especializada da Capital.
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