Marido de Shanna acredita que Bid tenha sido morto por conta de briga de família

Família é conhecida pelo envolvimento com o jogo do bicho

Por O Dia

Amigos e parentes foram ao enterro de Alcebíades Garcia, o Bidi
Amigos e parentes foram ao enterro de Alcebíades Garcia, o Bidi -
Rio - O assassinato de Alcebíades Paes Garcia foi motivado por uma briga de família. É o que afirma Rafael Alves, marido de Shanna Garcia, sobrinha de Alcebíades. A declaração foi dada após o enterro de Bid, como ele era conhecido, no início da tarde desta quarta-feira, no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, Zona Norte do Rio.

"Era meu amigo há 15 anos. Mais um membro da família que sofre essa covardia, que a gente não sabe onde isso vai acabar. Essa briga de família que o Rio de Janeiro sabe de onde vem e, infelizmente, a justiça e a polícia não estão conseguindo solucionar esses crimes. Alguém tem interesse nisso. Não sei quem é, quem tem que solucionar é a polícia", falou.
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Bidi, irmão do bicheiro Maninho, foi assassinado a tiros na Barra quando voltava da Sapucaí - Reprodução redes sociais


A família Garcia é apontada pela polícia como chefe do jogo do bicho no Rio. O patrimônio que começou a ser construído por Waldomiro Garcia, o Miro, patriarca da família, seria o verdadeiro pivô da guerra familiar. Os bens do bicheiro estão avaliados em cerca de R$ 25 milhões. 
Segundo o presidente de honra do Salgueiro, Bid não convivia muito com a família. "Ele tinha uma relação de afastamento com a família, não era de dia a dia, não tinha briga, guerra. Bid não tinha guerra com ninguém. Eram brigas por bens, inventários, eram essas coisas que, infelizmente, nunca chegaram num acordo para isso acabar. Infelizmente, o dinheiro, o poder e a ganância estão falando mais alto e nisso vidas estão indo embora e famílias chorando", declarou.
Shanna Harrouche Garcia também sofreu um atentado em outubro do ano passado. Na ocasião, ele chegou a acusar o seu cunhado, Bernardo Bello. Segundo Rafael, Alcebíades e a sobrinha tinham um bom relacionamento. "Ele tinha zero disputas com a Shanna, com ela estava super bem", afirmou. 
Entretanto, Shanna Garcia não foi ao enterro do tio. "Ela está assustada, chateada, triste. Mataram o irmão dela, depois tentam matar ela e agora matam o tio dela? Imagina a cabeça dela? Como ela sai de casa agora? Não foi no enterro por preocupação, precaução. A shanna tomou 3 tiros a 5 meses e até agora não teve nenhuma resposta", disse Rafael.

Bid foi morto com quarente tiros quando chegava em casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, na madrugada de terça-feira. Ele voltava da Marques de Sapucaí, após aproveitar o segundo dia de desfiles das escolas de samba do grupo especial.

"Domingo a gente passou juntos. Entramos na frente da escola na avenida, ele não desfilou com camisa de diretoria, mas veio à frente da escola, prestigiando. Não temos briga no Salgueiro, a gente respeita o atual presidente, o André, a gente ama a escola independente de quem esteja a frente dela. A família Garcia sempre apoiou a escola, todo mundo sabe disso. Ele ficou com a gente no camarote, foi também no camarote King, ficou rindo, brincando, ele estava com a credencial, então rodou tudo, foi em mais de um camarote", disse. 
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) está investigando o crime. 
Guerra na família Garcia 

A guerra na família Garcia começou após o assassinato de Waldemir Paes Garcia, o Maninho, em 2004. Desde então, se iniciou uma disputa pelo controle dos pontos de jogo do bicho no estado do Rio.

Sete anos depois, a vítima foi seu genro José Luiz de Barros Lopes, o Zé Personal. Na época marido de Shanna, ele era suspeito de ser o responsável pelo controle de máquinas de caça-níqueis na Zona Sul.

Em 2017, o filho de Maninho e irmão de Shanna, Myro Garcia foi assassinado ao tentar fugir de sequestradores, após o seu resgate ser pago. O jovem ficou em cárcere privado por dois dias e os criminosos exigiam uma recompensa de R$ 100 mil para libertá-lo.
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Amigos e parentes foram ao enterro de Alcebíades Garcia, o Bidi Estefan Radovicz
Enterro no Cajú, do contraventor Alcebíades Paes Garcia, irmão do bicheiro Waldomiro Paes Garcia, o "Maninho", que foi assassinado na madrugada de terça-feira (25) na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Estefan Radovicz / Agencia O Dia
Enterro no Cajú, do contraventor Alcebíades Paes Garcia, irmão do bicheiro Waldomiro Paes Garcia, o "Maninho", que foi assassinado na madrugada de terça-feira (25) na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Estefan Radovicz / Agencia O Dia
Bidi, irmão do bicheiro Maninho, foi assassinado a tiros na Barra quando voltava da Sapucaí Reprodução redes sociais

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