Rio tem primeiro caso de paciente com coronavírus em estado gravíssimo

Infectado é um médico de 65 anos, que está internado em uma hospital particular da Zona Norte da capital

Por O Dia

Secretario estadual de Saúde, Edmar Santos, acredita que haja cerca de 800 casos suspeitos
Secretario estadual de Saúde, Edmar Santos, acredita que haja cerca de 800 casos suspeitos -
Rio - A Secretaria estadual de Saúde registrou o primeiro caso de um paciente infectado pelo novo coronavírus (Covid-19) com o quadro de saúde gravíssimo. Trata-se de um médico de 65 anos, que está internado em um hospital particular da Zona Norte da capital. O caso dele é o 25º confirmado no Rio, sendo 11 homens e 14 mulheres.
De acordo com a secretaria, na quarta-feira da semana passada, o médico apresentou febre, tosse e dificuldades respiratórias. Ele não teve histórico de viagem nos 14 dias anteriores ao início dos sintomas e também não teve contato direto com casos confirmados, nem suspeitos.
"A população precisa ficar em casa. Só assim poderemos conter essa epidemia. Se isso não acontecer, teremos outros casos semelhantes ao deste idoso. Precisamos proteger nossos pais e avós, que são mais vulneráveis", afirmou o secretário estadual de Saúde, Edmar Santos.
Os 25 infectados no Rio estão divididos entre os seguintes municípios:
Rio de Janeiro: 23
Niterói: 1
. Barra Mansa: 1
Os outros 24 pacientes confirmados anteriormente estão em isolamento domiciliar e apresentam estado de saúde estável.
Plano de contingência
No mês passado, a Secretaria estadual de Saúde elaborou e definiu um plano de contingência para enfrentar uma possível epidemia do coronavírus no Rio. O plano tem a intenção de sistematizar ações e procedimentos de responsabilidade do governo estadual. Os níveis de acionamento (zero, um, dois e três) foram organizados de acordo com parâmetros epidemiológicos, como números de casos.

O primeiro objetivo estratégico do plano de contingência é intensificar medidas de segurança para conter a transmissão de uma pessoa para outra, incluindo as infecções secundárias entre pessoas próximas e profissionais de saúde.

Caso uma pessoa apresente sintomas e sinais de doenças respiratórias, ela será identificada imediatamente, isolada e atendida da forma como preconizam a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde.
Os níveis de acionamento
. Nível Zero: Casos importados notificados ou confirmados

. Nível 1: Transmissão local

. Nível 2: Transmissão comunitária, que ativará outros leitos para assistência de casos graves

. Nível 3: Quando as ações e atividades orientadas para serem realizadas no nível 2 forem insuficientes como medidas de controle e para a organização da rede de atenção na resposta. Caso o surto chegue a esse nível, além de todas as unidades citadas anteriormente, será criado um hospital de campanha e as Forças Armadas serão acionadas. Haverá ainda a utilização de leitos em unidades especializadas, com a suspensão de cirurgias eletivas.
Medidas de prevenção
. Proteger nariz e boca ao espirrar ou tossir
. Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres e copos
. Lavar frequentemente as mãos, especialmente após espirrar ou tossir
. Utilizar álcool em gel nas mãos

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