Rio tem 30 leitos disponíveis no Hospital Ronaldo Gazolla

Unidade de saúde de Acari vai receber eventuais casos graves de Covid-19

Por Gabriel Sobreira

Hospital Ronaldo Gazolla em Acari, foto de Gilvan de Souza / Agencia O Dia
Hospital Ronaldo Gazolla em Acari, foto de Gilvan de Souza / Agencia O Dia -
A cidade do Rio de Janeiro tem 30 leitos preparados e à disposição no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, para eventuais casos graves de Covid-19. A informação foi divulgada pela secretária Municipal de Saúde, Ana Beatriz Busch, em coletiva realizada ontem sobre o combate à pandemia. A secretária alerta que o hospital não tem emergência e que pessoas que não apresentam sintomas não devem procurar a unidade.
"Hoje há recursos no Gazolla para praticamente um mês de atendimento desses 30 leitos se forem todos utilizados. Vale lembrar que todos os nossos leitos são alocados na Central de Regulação, recebemos pessoas de todo estado. Eles não ficarão restritos a moradores do Rio, como sempre aconteceu na rede SUS, eles são para todos do Estado do Rio", detalha a secretária. Segundo a prefeitura, até o final do mês, mais 300 vagas estarão disponíveis.
O prefeito Marcelo Crivella anunciou no encontro que em torno de R$ 200 milhões estão sendo disponibilizados pela Secretaria Municipal de Fazenda para a pasta da Saúde. "Serão empenhados em custeio, insumos importantes para esses hospitais todos. Estamos falando do Miguel Couto (Leblon), do Souza Aguiar (Centro), Lourenço Jorge (Barra da Tijuca), do Salgado Filho (Méier), Rocha Faria (Campo Grande), Albert Schweitzer (Realengo), Pedro II (Santa Cruz), de Piedade, Jesus (Vila Isabel), Evandro Freire (Ilha do Governador) e Gazolla (Acari)", listou.
Crivella aproveitou a oportunidade para a atitude de algumas pessoas que, segundo ele, querem fazer o "exame de curiosidade". "A pessoa está com gripe e diz: 'Vou no CER (Coordenação de Emergência Regional), UPA (Unidade de Pronto Atendimento), fazer um exame para ver se estou com corona'. Esse é o exame de curiosidade. Não é feito. Fica em casa. Só vá se você tiver sintomas graves, febre muito alta, dificuldade respiratória, se você tiver baixa imunidade, se tiver asma, bronquite, pneumonia, é que o exame será apropriado", reforça o mandatário.
A secretária completa o raciocínio: "O que a gente quer é que as pessoas não venham às clínicas, por exemplo, na expectativa de realizar o exame. Isso não será feito. A partir de agora, isso só farão os exames, falando de pacientes, os que estiverem internados em unidades hospitalares. Hoje o teste está restrito a quem for internado", reforça ela.Quando questionado sobre como será a política para o funcionamento ou fechamento de bares e restaurantes, Crivella optou pela cautela. "Pode ser que amanhã a gente tenha que fechar todos, mas neste momento, o que nós recomendamos, é que a medida que São Paulo tomou seja adequada. Ou seja, evitar encher o bar e restaurante para evitar contágios, proliferação do vírus, aglomerações", defende.
O prefeito contou ainda que nas 1540 unidades escolares do município foram abertos os refeitórios. "Mas tivemos apenas 1000 crianças vindo às escolas. Isso mostra que nossa população realmente não quer se expor. A não ser que seja necessário", explica.
Já o secretário Municipal de Ordem Pública, Gutemberg Fonseca, aproveitou o encontro para dizer que estão em contato com o Governo Federal e que, se houver qualquer necessidade, o Comando Militar do Leste disponibilizaria o uso de Hospital de Campana. "O Governo Federal se colocou à disposição não só para essa, mas como outras ações de outros municípios que o Estado do Rio vier a precisar", salienta Fonseca.
Crivella encerrou o encontro fazendo um apelo para todos. Segundo ele, é fundamental que a população saiba que o futuro de todos depende de ter consciência de que não podemos "nos cumprimentar como antigamente, não devemos frequentar ambientes lotados, piscinas, praias, entrar em ônibus superlotados", diz o prefeito.
"Talvez para você, para 80% das pessoas que vão pegar coronavírus, pode não ter problema nenhum, mas 20% pode ter complicação e 2% ou 3% pode vir a óbito. Temos no Rio cerca de mil respiradores, graças a Deus, nós compramos mais 806. Não sabíamos dessa pandemia, compramos ano passado. Foi uma compra providencial. É bem provável que chegue agora. Sábado tive reunião com fornecedores, agora em abril chegam 200 e até o final de maio mais 600. Portanto se nós tivermos a sabedoria de conter uma expansão geométrica exponencial dos contágios, ainda que eles ocorram, mas ocorram de uma maneira escalonada, nós estaremos preparados seguramente para vencer essa guerrilha”, alerta ele.

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Hospital Ronaldo Gazolla em Acari, foto de Gilvan de Souza / Agencia O Dia Gilvan de Souza / Agencia O Dia
Prefeito Marcelo Crivella em coletiva de imprensa sobre medidas para controle do novo coronavírus Gabriel Sobreira/ Agência O DIA
Prefeito Marcelo Crivella e a secretária Municipal de Saúde, Beatriz Busch Marco Antônio Rezende / Prefeitura do Rio

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