Uezo luta por campus e tem apoio de entidades de Campo Grande

Há 15 anos em funcionamento, a universidade está instalada no Instituto de Educação Sarah Kubitschek (IESK)

Por Danillo Pedrosa

Na imagem, a professora Ida Carolina Alves Direito realiza pesquisa num dos laboratórios do Centro Universitário da Zona Oeste (Uezo)
Na imagem, a professora Ida Carolina Alves Direito realiza pesquisa num dos laboratórios do Centro Universitário da Zona Oeste (Uezo) -

Milhares de alunos comprometidos, professores com vasto currículo e muita dedicação para crescer.  O Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo) tem quase tudo para se tornar uma referência na região. Falta um detalhe importante: um campus. Passados 15 anos de sua fundação, a universidade ainda não tem espaço físico próprio e está instalada no Instituto de Educação Sarah Kubitschek (IESK), em Campo Grande. Diante dessa realidade, representantes empresariais e instituições da região se uniram em prol da consolidação da Uezo.

Pensando no crescimento da universidade e desenvolvimento da região, as entidades enviaram uma carta a autoridades públicas que solicita a instalação imediata e definitiva para a universidade. O documento é endereçado ao governador Wilson Witzel; secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Rodrigues; presidente da Alerj, André Ceciliano; presidente da Comissão Permanente de Ciência e Tecnologia da Alerj, Waldeck Carneiro; e presidente da Comissão de Educação da Alerj, Flavio Serafini.

A entidades cobram, acima de tudo, comprometimento do poder público com as pautas relevantes para a região. "A Zona Oeste elege, mas depois esquecem da região. Não podemos mais aceitar esse tipo de atitude" esclarece Guilherme Eisenlohr, presidente da Associação Empresarial de Campo Grande.

Criada com o objetivo de atender a demanda de estudantes da região, que possui os bairros mais populosos do Brasil, a Uezo atua potencializando o desenvolvimento tecnológico e econômico, em parcerias com as indústrias siderúrgica, farmacêutica, metalúrgica e naval.

 "A Uezo é a principal semente plantada nos últimos 15 anos na Zona Oeste. Sua importância no desenvolvimento sociocultural da área é por demais relevante, atuando como elemento de agregação entre o morador, a indústria e o comércio", afirma Regina Chiaradia, Vice-presidente da Federação da Associações de Moradores do Município do Rio de Janeiro, FAMRIO.

 

Cursos de graduação e pós

Focada no desenvolvimento tecnológico da região, a Uezo conta atualmente com oito cursos de graduação: Tecnologia em Construção Naval, Engenharia de Materiais, Engenharia Metalúrgica, Engenharia de Produção, Farmácia, Ciências Biológicas modalidade biotecnologia e produção, Ciências da Computação, Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Além disso, a universidade oferece duas pós-graduações: Mestrado Profissional em Ciência e Tecnologia de Materiais ou em Ciência e Tecnologia Ambiental. Todos os professores são doutores.

A duras penas, a universidade se mantém firme nos últimos 15 anos para cumprir seu objetivo. "Os 15 anos da Uezo trazem uma história marcada pelo árduo trabalho em prol da construção de conhecimento e o devido reconhecimento pela atuação institucional, assim como também pelas relevantes pesquisas e projetos de extensão", afirma a reitora Maria Cristina de Assis.

Comentários