
A comunidade contabiliza dois casos suspeitos da doença, segundo os próprios moradores. “Quem mora na ocupação não tem como cumprir as regras de isolamento. Se uma pessoa se contaminar com a covid-19, todos nós corremos o risco de ficar doentes. Somos 200 famílias, com apenas dois banheiros e duas pias coletivas. Nos preocupamos com nossas crianças com os idosos. Essas duas suspeitas não estão aqui por enquanto”, diz a dona de casa Joilma Freitas da Silva, de 31 anos, que vive com a família na ocupação.
São centenas de barracos de madeira, amontoados um ao lado do outro, sem saneamento básico e com esgoto a céu aberto. O abastecimento de água é feito por imóveis vizinhos, através de doações. O medo não é apenas da covid-19, mas também de doenças como a dengue e a leptospirose.
A vendedora de balas Carla Viviane, de 20 anos, conta que falta itens de higienes pessoais, como sabonetes e álcool gel, para ajudar no combate a pandemia e na higienização de sua filha, de oito meses. “A gente aqui Jesuíta está lutado sozinho. Precisamos muito de ajuda pra combater esse vírus. Nossa comunidade precisa muito de ajuda”, desabafa a jovem que mora com o esposo, também desempregado.
Anteontem, os becos e vielas da ocupação passaram por sanitização, através de uma iniciativa do empreendedor Thiago Firmino, morador do Santa Marta, que vem realizando trabalho de higienização em várias comunidades do Rio.




