Governo do Rio negocia com consórcio para assumir hospitais de campanha

Iniciativa foi pensada após atraso na entrega pela organização social Iabas

Por O Dia

290520 - CORONAVIRUS - Rua em péssimo estado de conservação, e a única  que dá acesso ao portão principal do Hospital de campanha de São Gonçalo. Fotos de Estefan Radovicz / Agencia O Dia            CORONAVIRUS,CIDADE,RIO,SÃO GONÇALO,PANDEMIA,HOSPITAL
290520 - CORONAVIRUS - Rua em péssimo estado de conservação, e a única que dá acesso ao portão principal do Hospital de campanha de São Gonçalo. Fotos de Estefan Radovicz / Agencia O Dia CORONAVIRUS,CIDADE,RIO,SÃO GONÇALO,PANDEMIA,HOSPITAL -
Rio - O governador Wilson Witzel está negociando com um consórcio privado para assumir a gestão dos hospitais de campanha para o tratamento de pacientes graves da covid-19, após o atraso na entrega pela organização social Iabas.

O tema foi discutido nesta sexta-feira, 29, em reunião do governador Wilson Witzel com representantes do Iabas; os secretários estaduais de Saúde, Fernando Ferry, e de Infraestrutura e Obras, Bruno Kazuhiro; e representantes da Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro e do Sindicato dos Hospitais do Rio.

Na próxima segunda-feira, 1, haverá nova reunião, desta vez com a participação do procurador-geral do Estado (PGE-RJ), Marcelo Lopes, para traçar o melhor caminho jurídico da transferência das operações para um grupo de empresários do setor.

"Chamamos o Iabas para que eles cedam as unidades a um grupo de empresários, e possamos dar continuidade às operações. É mais eficiente colocar cada hospital sob responsabilidade de um grupo empresarial, porque são pessoas experientes em gestão hospitalar, são empresários do ramo", disse o secretário de Estado de Saúde, Fernando Ferry.

Uma das possibilidades em estudo é de que o Iabas fique apenas com a gestão do Hospital do Maracanã, com 400 leitos, inaugurado no dia 9 de maio. A organização social Iabas, no entanto, precisará concluir as obras dos seis hospitais restantes, com supervisão direta da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras, que acompanhará o cumprimento dos cronogramas.

"Estamos à disposição para supervisionar as obras, seja qual for a alternativa escolhida daqui para a frente. Para isso, precisamos do projeto executivo de cada hospital e de outras documentações que já requisitamos com urgência ao Iabas" afirmou o secretário de Infraestrutura e Obras, Bruno Kazuhiro.

Se houver acordo, o consórcio privado de hospitais ficará encarregado de contratar os profissionais de saúde para a gestão e fazer o atendimento aos pacientes, obedecendo aos valores de tabela já em vigor com o Iabas.

"A proposta é formar um consórcio para assumir a gestão dos hospitais para o Estado, sem assumir obra física e investimentos. Trata-se de uma proposta de ajudar ao Estado e participar de uma solução para os hospitais de campanha. O foco do governador é resolver o mais rapidamente possível o atendimento à população", explicou Marcus Camargo Quintella, vice-presidente da Associação de Hospitais do Estado do Rio.

Com a inauguração dos hospitais de campanha de São Gonçalo, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Nova Friburgo, Campos e Casimiro de Abreu, o Estado do Rio de Janeiro terá mais 1,3 mil leitos para o atendimento a pacientes de covid-19.

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