Em parceria com amiga, enfermeira inicia projeto de sapatilhas de crochê no CER Leblon

Tânia Frossard procurou a amiga Regiane Bronus, enfermeira do CER, para saber se as sapatilhas de crochê que ela mesma fazia poderiam ajudar os pacientes

Por O Dia

Pacientes internados recebem sapatilhas de crochê
Pacientes internados recebem sapatilhas de crochê -
Rio - Uma iniciativa idealizada por duas amigas, Tânia Frossard e Regiane Bronus, enfermeira, levou sapatilhas de crochê aos pacientes internados nas salas Amarela e Vermelha do CER Leblon. O projeto, intitulado "Esquenta pé, esquenta coração”, pretende trazer mais conforto – e principalmente carinho – aos pacientes durante a internação.

A RioSaúde informou que, para diminuir o risco de infecções e contribuir no tratamento de pacientes, o sistema de climatização dos hospitais, principalmente em UTIs, deixa a temperatura ambiente sempre muito baixa. Além disso, em tempos de coronavírus, em que as visitas estão suspensas para segurança dos próprios pacientes e seus visitantes, a solidão torna a estadia no hospital sempre mais sofrida.

Pensando em colaborar neste momento tão difícil de pandemia, Tânia procurou a amiga e enfermeira da unidade, Regiane, para saber se as sapatilhas de crochê que ela mesma fazia poderiam ajudar os pacientes. Assim nasceu uma parceria que contagiou a todos na unidade de emergência, dos profissionais aos pacientes, sendo abraçada pela equipe de enfermagem, que começou a doar lã para a confecção de novas sapatilhas.

"Além do dia a dia com o paciente, a sapatilha é um carinho a mais. Estreita relações do enfermeiro com aquele paciente", disse Regiane.

"Esse carinho é muito importante, melhora a autoestima, diminui a solidão. O enfermeiro com esse carinho todo, faz a gente se sentir bem tratado", desabafou Jose Silva de Oliveira, que ganhou sapatilhas quando estava internado na Sala Amarela do CER Leblon.

As primeiras sapatilhas foram doadas por Tânia. Inicialmente, foram 50 pares, entre corujinhas, ratinhos, mínions, super-heróis e outros personagens que passaram a habitar a UTI do CER Leblon, sempre nos pés dos pacientes - de covid-19 ou não -, principalmente os idosos, que são os que têm maior sensibilidade à baixa temperatura e à solidão imposta pela pandemia.

Berguer Elias, superintendente médico do CER Leblon, explica que as ações de humanização são importantes para os pacientes e também para os profissionais, que por meio delas podem ver o outro lado, e não só o do sofrimento. "Além do cuidado que o paciente precisa, de medicamentos, aparelhos, precisamos pensar também na humanização da assistência. A felicidade estampada no rosto dos pacientes que recebem este carinho nos dá combustível para continuarmos atendendo", declarou ele.

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