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Taxa de imóveis residenciais que estão disponíveis para alugar no Rio de Janeiro cresceu no mês de abril

Por O Dia

A taxa de vacância se manteve estável na Barra da Tijuca
A taxa de vacância se manteve estável na Barra da Tijuca -

Nos meses de março e abril a cidade do Rio observou uma maior taxa de vacância dos imóveis para alugar na cidade em 2020. Levantamento feito pela Apsa, maior empresa de gestão de moradias urbanas do país, aponta uma mudança na trajetória da curva da vacância, que havia estabilizado em maio de 2019 e estava caindo desde novembro do ano passado. O índice na capital foi de 13,5% em fevereiro, para 13,6% em março e 14% em abril. Isso significa que 14 em cada 100 apartamentos disponíveis para locação na cidade estão vagos.

A Apsa analisa também quatro regiões da cidade: Zona Sul, Zona Norte, Tijuca e adjacências e Barra da Tijuca. Em três houve alta na taxa da vacância entre março e abril deste ano. A maior está na Zona Norte (de 23,5% para 24% entre março e abril). Muito parecidas são as taxas de Tijuca e adjacências (10,8% para 10,9%) e Zona Sul (10,5% para 10,8%). A da Barra se manteve estável em 9,5%.

"Essa compilação de dados permite um olhar preciso sobre a movimentação da taxa de vacância de imóveis residenciais. Trata-se de medição única para o mercado do Rio de Janeiro", chama atenção Giovani Oliveira, gerente geral de Imóveis da Apsa.

Pesquisada mensalmente pela empresa desde janeiro de 2016, a série histórica deste levantamento apresentou picos em setembro de 2017 (15%) e janeiro de 2018 (14,9%). Uma taxa considerada ideal pelo mercado precisa estar entre 8% e 10%. Oliveira acredita que para os próximos meses é esperada a ocorrência de duas "ondas".

"Na primeira, a vacância não deve sofrer grandes alterações, uma vez que durante este primeiro período de distanciamento social as entregas de chaves estiveram paralisadas. Na segunda onda, já refletindo as dificuldades financeiras esperadas, a taxa deve sofrer um aumento de 10% a 20%, chegando perto do pico da série", diz.

Segundo ele, o mercado vinha ensaiando uma recuperação no começo do ano, depois de crise econômica nacional com especial impacto sobre a economia do Rio de Janeiro. "Agora, não sabemos quando enxergaremos a luz no fim do túnel, diante das incertezas adicionais trazidas pelos claros efeitos da covid-19 ", destaca Giovani.

Bairros com variação positiva

Pontualmente, é possível observar algumas localidades onde a taxa de vacância foi menor na comparação entre os meses. Destaques para os bairros de Botafogo, Vila Isabel e Rio Comprido. A variação em abril foi de -1,39, -1,85 e -2,27 pontos percentuais, respectivamente, se comparados com março de 2020.

"Os números de abril já demonstram que a dificuldade financeira decorrente da queda de renda dos locatários tem feito com que os mesmos apresentem comportamento de rescisão dos contratos e devolução dos imóveis. Aparentemente em um movimento de migração de volta para residência com pais ou parentes, pois do outro lado da mesa, os novos negócios apresentam retração superior a 50%", analisa Giovani Oliveira.

Como o movimento de retomada é lento, certamente não se vislumbra um horizonte muito positivo para proprietários que estão tendo seus imóveis desocupados neste momento.

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