Pré-candidata à prefeita, Glória Heloiza (PSC) aponta geração de renda e emprego pós-covid como prioridade

Ex-juíza afirma que tem DNA e história própria ao ser questionada sobre semelhança com a trajetória do governador Witzel

Por O Dia

A ex-juíza Glória Heloiza, do PSC, afirmou em live exclusiva ao jornal O DIA que, diante da crise da pandemia de covid-19, a geração de empregos e renda será a prioridade se for eleita. Glória disse que a doença desnudou a ineficiência de gestões anteriores:
"Pessoas passaram a ser reiventar sozinhas. Nós vamos valorizar a energia empreendedora das pessoas, valorizar o trabalhador autônomo, nos próprios territórios, aproximando a cadeia produtiva da cadeia de consumo. A meta de meu trabalhado é valorizar os empreendedores".
Sobre a recessão e as dificuldades financeiras da prefeitura, a candidata disse que ninguém nega que há um desafio diante de estimativas de uma queda de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano.
"Sou focava e enfrento desafios. O orçamento vai ser apertado?! Vai. Sempre foi insuficente. Mas vamos transformar em bons projetos, com equipes técnicas", acrescentando que ainda não tem os números, mas que gerir despesas e receitas com eficiência é o fundamental. Ela propôs um pacto social para enfrentar o momento pós pandemia.
Questionada sobre a semelhança de sua trajetória com a do governador Wilson Witzel, também um ex-juiz sem histórico político, Glória respondeu que tem DNA e história próprios e frisou que não tem relação com o atual governo do estado.
"Tenho 23 anos de carreira no Judiciário. Não preciso de tutor, de mentor. Todas as minhas decisões foram atitudes minhas, responsabilidades minhas. Isso [a pergunta expunha que pessoas dizem que ela seria uma Witzel de saias] é um preconceito. A mulher pode ocupar qualquer espaço tendo competências e habilidades.
Perguntada se o risco do impeachment do governador pode impactar sua candidatura, respondeu:
"Não impacta. É um assunto entre Legislativo e Executivo atuais. Sou candidata a prefeita. As pessoas precisam me conhecer, saber a minha história", disse, citando as palavras renovação, capacidade de trabalho e de diálogo.
"Nunca fui juíza de gabinete, esperando que as demandas sociais viessem a mim. Saí às ruas. Sempre fui uma cidadã, uma mulher próxima da população", e acrescentou que sua missão na Terra é trabalhar pelo social.
A segurança pública foi um dos assuntos mais tratados na entrevista. Sobre a questão do tráfico e da milícia atuando na construção em áreas desassistidas, Glória afirmou que é preciso reagir imediatamente, propondo ações integradas de políticas do urbanismo, da segurança pública e da mobilidade. Ela disse que é possível usar a Guarda Municipal também. E defendeu a integração com as diversas esferas de governo e o Ministério Público.
"A segurança pública precisa ser uma segurança cidadã", afirmou, acrescentando que a prefeitura tem muito a fazer como articuladora, com a ordenação do solo, a regularização fundiária e a revisão do Plano Diretor da cidade. E propôs uma cidade inteligente:
"Nossa cidade tem que ser inteligente porque assim será segura", disse, referindo-se à integração de serviços e inovação.
"Gestores anteriores não fizeram o dever de casa. Com inovação e sustentabilidade, é possível fazer muito com pouco". 
Ela defendeu a escola integral como um dos instrumentos para que os jovens fiquem fora do ambiente da criminalidade.
Mais de uma vez, a pré-candidata pediu que os participantes que enviavam perguntas e os internautas quem acompanhava a live procurassem saber de sua história, procurassem conhecê-la.
"Caráter é tudo na vida de qualquer pessoal. Caráter é tudo em um gestor". 
 
 

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