Prefeitura suspende desconto em folha de empréstimos consignados dos servidores

Crivella anunciou que as parcelas de consignados serão retomadas apenas em 2021

Por O Dia

Crivella fala sobre adiamento de parcelas do consignado de servidores do Rio
Crivella fala sobre adiamento de parcelas do consignado de servidores do Rio -
Rio - O prefeito Marcelo Crivella anunciou em uma coletiva, nesta quarta-feira, ao lado do presidente da Câmara dos Vereadores Jorge Felippe, que os servidores do município terão os descontos de empréstimos adiados para 2021. O acordo com os bancos para que estes pagamentos sejam suspensos temporariamente foi costurado pessoalmente por Jorge Felippe, ontem, no Palácio Pedro Ernesto, com representantes da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e do Banco Santander.

A medida foi aprovada na Câmara nesta segunda-feira, em votação de primeiro turno, com a justificativa de minimizar os impactos da pandemia do novo coronavírus.

"Nós acabamos de fechar uma negociação com todos os bancos credores de funcionários ativos, inativos e aposentados, inclusive aqueles que são nomeados, para que os empréstimos sejam adiados. Nós fizemos uma votação na câmara, mas antes do segundo turno os bancos aceitaram fazer essa negociação", disse Crivella.

O prefeito estimou que cerca de 200 mil famílias serão beneficiadas com a medida. Os pagamentos retornam no próximo ano e o contratos também poderão ser reformulados de 10 para 12 anos, sem aumento de juros.

"Estamos falando de 200 mil famílias que estão contempladas com esse grande acordo. Eu não sei se vamos encontrar hoje uma notícia mais otimista, que traga mais alento para a população. Estamos tendo o prazer de anunciar esse adiamento", disse.

Jorge Felippe também comemorou o acordo em favor dos servidores, celebrado no gabinete da presidência da Câmara dos Vereadores.

"Estou muito feliz de ter construído a solução para o conflito entre a prefeitura e os bancos sobre a suspensão do pagamento dos empréstimos consignados. Isso vai dar segurança para que as famílias atravessem a crise de um jeito menos sofrido. Estamos falando de 200 mil famílias e quase 800 mil pessoas", disse Jorge Felippe.

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