Entregadores de app vão parar

Manifestação nacional será amanhã, às 9h. No Rio, haverá concentração na Candelária

Por Gabriel Sobreira

Motoboys de Niterói em ação por melhores condições de trabalho
Motoboys de Niterói em ação por melhores condições de trabalho -

Ganha força uma onda de solidariedade aos entregadores de aplicativo, que programam uma paralisação para amanhã, a partir das 9h. No Rio, a concentração será na Praça da Candelária, no Centro. Nas redes sociais, populares têm combinado de, no dia da manifestação, não fazer nenhum pedido em aplicativo de entrega, e sim cozinhar em casa ou pedir em algum restaurante próximo à residência. "Vamos apoiar. Nesse dia, não use apps de entrega e divulgue as tags #ApoioBrequeDosApps e #1DiaSemApp", incentiva Cristiano Siqueira, criador de uma arte para divulgar o evento.

Segundo o grupo Entregadores Antifacistas, organizador da paralisação, a categoria cobra das empresas o aumento dos valores de corridas e pacotes, aumento do valor mínimo por entrega, seguro de roubo, acidente e vida, fim dos bloqueios e desligamentos indevidos, fim do sistema de pontuação e auxílio pandemia (EPIs e licença), entre outros benefícios.

Para Marcelo Matos, diretor-executivo do Sindicato dos Empregados Motociclistas do Estado do Rio de Janeiro (Sindmoto/RJ), que representa cerca de 30 mil profissionais de carteira assinada, a chegada das empresas de aplicativo de entregas criou expectativa em muitos colegas, mas virou problema para quem assina carteira.

Matos fala, ainda, sobre certas ações dos apps, como o bloqueio de entregador: "Se o cara deixou de pegar uma encomenda, o aplicativo bloqueia. E aí, qual segurança ele vai ter? Nenhuma. Essa é uma atividade de alto risco".

O diretor do Sindmoto/RJ conta que só no Estado do Rio são aproximadamente 10 mil motociclistas que trabalham para aplicativos.

Posição dos apps

Procurados, tanto a Rappi quanto o iFood reconhecem o direito à livre manifestação pacífica em todas as suas formas e explicam que oferecem seguro para acidente pessoal. Ambas as empresas também dizem possuir protocolos de segurança contra covid-19, bem como auxílio financeiro para entregadores que apresentarem sintomas da doença.

Até o fechamento desta edição, o Uber Eats não havia se posicionado.

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