Festa teve a presença de homens fortemente armados, que fizeram disparos de tiros no meio da multidão reprodução
Por O Dia
Rio - Policiais da Delegacia de Repressão às Ações Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) prenderam, nesta terça-feira, dois homens apontados como responsáveis por um grupo de bate-bola que participaram de uma festa da milícia na comunidade da Chacrinha, no Tanque, na Zona Oeste do Rio. O evento foi realizado no sábado e teve a presença de homens fortemente armados, que dominam a região. Eles dispararam no meio da multidão durante a comemoração.
De acordo com o delegado William Pena, titular da Draco, os dois homens presos foram indiciados por infração à medida sanitária, já que estavam em um evento com grande aglomeração. Eles fazem parte do grupo autointitulado "Turma é o Poder"
Os policiais chegaram até eles após a análise de vídeos da festa, onde apareceram os homens armados. O grupo paramilitar da região é comandado por Edmílson Gomes Menezes, conhecido como Macaquinho.
"As investigações prosseguem para identificar os homens que aparecem armados para também serem responsabilizados", destacou o delegado.
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Após a prisão dos dois integrantes, o grupo de bate-bolas se manifestou em seu perfil no Facebook, afirmando que não faz parte da milícia da Chacrinha; veja nota na íntegra!
A Turma é o Poder de Jacarepaguá vem, por meio desta, cientizar (sic) e esclarecer os fatos devido à ocorrência de alguns disparos de armas de fogo, após o término do nosso último evento (pintura do muro da Turma), no Morro da Chacrinha. Veio (sic) a público vários boatos de que somos parte da milícia daquela área.
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Desconhecemos tais afirmações e gostaríamos de deixar claro que somos uma turma local, a maior já vista em Jacarepaguá. Turma no qual (sic) visa à cultura do bate-bola do Carnaval, harmonia e entretenimento.
O caso dos tiros que viralizou foi durante um baile da comunidade, onde as pessoas permaneceram, mas já havia terminado nosso evento e não tínhamos nada haver (sic) com o ocorrido.
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Não temos e nunca tivemos vínculo com qualquer tipo de facção ou organização criminosa.
Pedimos a colaboração de todos, para que descartem ou desconsiderem esses tipos de boatos maldosos, afim de denegrir nossa imagem.