Na orla do Recreio, a maioria das pessoas parecia não estar preocupada com a pandemia - Luciano Belford
Na orla do Recreio, a maioria das pessoas parecia não estar preocupada com a pandemiaLuciano Belford
Por O Dia

O que mais se viu nas orlas do Rio ontem, especialmente na Praia do Recreio, na Zona Oeste, foram aglomerações nas areias e pessoas circulando sem máscaras. As cenas de desrespeito ocorreram um dia após o prefeito Marcelo Crivella ter lançado a 'Blitz da Vida', uma operação com o intuito de evitar aglomerações nas praias cariocas e reforçar a necessidade do uso do equipamento de proteção.

Apesar do anúncio da fiscalização, quem estava no canto da Praia do Recreio, ontem, próximo à Macumba, parecia não estar nem aí para a pandemia da covid-19. Não havia nem sinal de fiscais da prefeitura por perto.

Além das praias, houve intensa movimentação também no Aterro do Flamengo e na Avenida Atlântica, cujas pistas voltaram a ser fechadas para área de lazer. A vendedora Tatiana Saramago, de 39 anos, decidiu passear quando soube da liberação das vias, mas conta que logo se arrependeu: "Depois de hoje (ontem) já estou achando um absurdo. Tem muita gente andando sem usar a máscara e a orla está com muita aglomeração. As pessoas não estão tendo conscientização. Acho que não deveria liberar agora".

Hoje, está prevista a publicação de decreto estadual que torna obrigatório o uso de máscara em todo o estado, em áreas públicas e no interior de estabelecimentos. A medida terá um período de adaptação de 15 dias e, após o prazo, o descumprimento prevê multa de R$ 106,65 para pessoas físicas e R$ 700 para pessoas jurídicas.

Questionada, a Prefeitura do Rio informou que foram aplicadas 78 multas no fim de semana pela não utilização de máscara, mas não justificou a ausência de fiscalização no canto do Recreio.

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