Filiado ao Democratas, Eduardo Paes foi prefeito do Rio de 2009 até 2017. Também foi secretário municipal do Meio Ambiente de 2001 a 2002 e secretário de Turismo, Esporte e Lazer do Estado do Rio entre 2007 e 2008. Concorreu ao governo do Rio em 2018, mas perdeu para Wilson Witzel (PSC). Conta com apoio do PSDB, através do ex-pré-candidato Paulo Marinho. Na última terça-feira, dia 8, Paes foi alvo de um mandado de busca e apreensão, cumprido na casa onde mora, na Zona Sul do Rio, e também se tornou réu. Ele foi denunciado pelo MP-RJ por corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Segundo as investigações, o ex-prefeito recebeu mais de R$ 10 milhões da Odebrecht. Ainda de acordo com o MP-RJ, os valores, destinados à campanha eleitoral de 2012 foram entregues em espécie a uma agência de publicidade e não contabilizados, o que se enquadra em crime de caixa dois. Paes acusou adversários políticos de utilizarem "instrumentos da Justiça" para prejudicar a sua imagem às vésperas das eleições municipais e completou dizendo que "não vão intimidá-lo".