Pedro Fernandes é exonerado da Educação

Ex-secretário é investigado por supostos desvios em contratos de assistência social

Por O Dia

O secretário de educação Pedro Fernandes
O secretário de educação Pedro Fernandes -
Rio - O governador em exercício, Cláudio Castro (PSC), exonerou o secretário estadual de Educação, Pedro Fernandes (PSC), em edição extraordinária do Diário Oficial na tarde desta quarta-feira. O político é investigado por supostos desvios em contratos de assistência social
Na edição desta manhã do Diário Oficial, Pedro havia sido apenas afastado por 15 dias. Na última sexta-feira, Fernandes foi preso na segunda fase da Operação Catarata, da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio. A ação mirou um esquema de contratação fraudulenta de empresas para serviços de assistência social com recebimento de propina por agentes públicos que variava entre 5% e 25% do valor pago pelo contrato entre 2013 e 2018. Uma primeira fase da operação foi deflagrada em julho de 2019.
Segundo os investigadores, a organização criminosa era composta por três núcleos: empresarial, político e administrativo, atuando para que fossem direcionadas licitações no Município do Rio e no Estado do Rio visando a contratação fraudulenta das empresas Servlog Rio e RIO MIX 10, cujos principais responsáveis eram Flavio Salomão Chadud e Marcus Vinicius Azevedo da Silva, mediante o pagamento de propinas a servidores públicos e a agentes políticos que eram responsáveis pelas Secretarias Municipais e pela Fundação Estadual Leão XIII.
O esquema, diz a denúncia, utilizava-se de empresas compostas por familiares, empregados e pessoas próximas, assim como de Organizações Sociais, para conferir aparência de competitividade e fraudar licitações, uma vez que, desde o começo, já estava previamente estabelecido que a vencedora seria a Servlog Rio.
O núcleo político composto por Pedro Fernandes era responsável por viabilizar as fraudes licitatórias em suas respectivas pastas, por prorrogar os contratos fraudulentos, mediante recebimento de “propina” que variava entre 5% e 25% do valor pago pelo contrato, segundo o MP.
 

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