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Cliques do Rio pela janela do carro promovem uma viagem sobre o mundo atual

Em tempos de carros de aplicativo sem ar-condicionado ligado, cartões-postais da cidade são revelados através do vidro

Por ANA CARLA GOMES
Aquele ar-condicionado que era sinônimo de alívio logo no cumprimento ao motorista não pode mais ser ligado. Os tempos, agora, nos carros de aplicativo, são de vidros abertos e vento batendo no rosto. O barulho do trânsito lá fora, aliado às vozes abafadas por trás da máscara, dificulta a conversa com o motorista. Ainda mais quando, além disso tudo, há uma divisória transparente separando os bancos da frente do de trás. O inimigo invisível pode estar em qualquer lugar e a gente vai se protegendo como pode.
Do carro, é possível registrar, pela câmera do celular, paisagens bem conhecidas do Rio. Instantaneamente, confiro como saíram. Uma parte do vidro traseiro está lá na imagem. Propositalmente. Afinal, as janelas marcam nossos novos tempos. Por elas, passamos a ver cada vez mais a vida. Na imagem, a película protetora divide o asfalto e o cartão-postal, mas o registro da memória já dá conta de toda a beleza do lugar. Num dos cliques, vejo só um pedaço do caminhão com as duas primeiras letras da palavra frete. Que me remete ao momento atual, em que questionamos quem realmente se abrirá para mudanças diante das dificuldades e quem permanecerá estacionado. O noticiário está aí para refletirmos todos os dias, com direito aos famosos casos de “você sabe com quem está falando?”.
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Ao mesmo tempo, iniciativas do bem, com doação de comida, água, amor, atenção e afeto das mais diversas formas, alimentam a esperança de que há muita gente disposta a não perder esse bonde. Por muito pouco, o caminhão nem aparece na foto. Mas, se cada um de nós der aquela esticadinha na corrida, ainda há tempo de embarcar na mudança. Quem vai?
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