Alice Felis é do Espírito Santo e mora no Rio há cinco anos - Reprodução / Instagram
Alice Felis é do Espírito Santo e mora no Rio há cinco anosReprodução / Instagram
Por IG - Delas
Publicado 11/10/2020 17:57 | Atualizado 11/10/2020 18:17

Rio - A modelo trans Alice Felis, de 26 anos, ainda sente as consequências da agressão que sofreu dentro da própria casa, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Um criminoso invadiu seu apartamento em agosto deste ano e a espancou, o episódio gerou muitos traumas físicos e também psicológicos. A jovem já passou por cirurgias, está voltando a trabalhar, mas ainda terá que se submeter a alguns procedimentos cirúrgicos.

“Quando penso em todo aquele episódio ruim que eu vivi, fico triste ainda. É algo que me dói muito! Estou em fase de tratamento psicológico. Tudo que mais quero é conseguir deixar esse episódio para trás... Sei que nunca vou conseguir esquecer isso, mas uma hora vai amenizar tudo”, contou a modelo em entrevista ao jornal Extra.

Por conta da agressão, Alice teve o nariz e o maxilar quebrados e precisou operar. Ela ainda não está totalmente recuperada e precisará fazer mais intervenções cirúrgicas. “A segunda etapa é o tratamento odontológicos, composto de diversas fases em razão da brutalidade das agressões. Fiz cirurgia dos dentes, primeiro as extrações de 12 deles. Agora, fico três meses esperando, pois não pude fazer enxerto em razão da secreção acumulada desde a agressão.”

A modelo já voltou a trabalhar e sente que isso tem a ajudado a seguir em frente. “Eu senti confiança, sim, não tanto pela beleza física – claro que também –, mas só o fato de estar viva e ter a chance de recomeçar... Isso não tem preço”, declarou Alice que espera que seu caso mostre o quanto a discriminação ainda é presente no Brasil.

“Precisamos combater todo o preconceito que gera essa violência, que coloca o Brasil como o país que mais mata pessoas trans no mundo. Infelizmente ainda temos que conviver com essa situação triste. Por isso, não podemos nos calar diante dessas situações; temos que falar, sim. Tem que ser sim combatido, e, principalmente, precisamos ser respeitadas”, finalizou.

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