Élcio de Queiroz - TJRJ / Divulgação
Élcio de QueirozTJRJ / Divulgação
Por O Dia
Publicado 13/10/2020 16:56 | Atualizado há 3 dias
Rio - O ex-policial militar Élcio Queiroz foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) a 5 anos de prisão em processo que investiga a morte da vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, que aconteceu em março de 2018. Ele era motorista do carro que foi usado no dia do crime e irá responder por porte ilegal de arma. Na ocasião, ele dirigia para o sargento reformado da PM Ronnie Lessa, acusado de efetuar os disparos contra as vítimas.
Élcio foi expulso da Polícia Militar em janeiro de 2015 após conclusão do Conselho de Disciplina instaurado pela Corregedoria da corporação. Nele, ficou constatado a participação dele com a contravenção (atividade ilegal de exploração de jogos de azar), de acorpo com a PM. No dia 12 de março de 2019, ele foi preso na Operação Lume, do Ministério Público e a Polícia Civil, dois dias antes dos assassinatos de Marielle e Anderson completarem dois anos.
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De acordo com o TJRJ, no dia 12 de março, foi encontrado na casa de Élcio, no bairro do Engenho de Dentro, na Zona Norte, duas pistolas de uso proibido ou restrito, carregadores e diversas munições. Além disso, dentro de um veículo do ex-policial, também foram encontradas munições de fuzil embaixo do banco do carona. 
Ronnie Lessa foi preso em casa, em um condomínio na Barra da Tijuca, onde o presidente Jair Bolsonaro morava antes de se tornar presidente e mudar para Brasília. No local, foram feitas diversas apreensões, entre elas um carro de luxo, FX35 da Infinniti, modelo de 2011, que o valor pode chegar a R$ 200 mil, e um cilindro, que seria usado para guardar armas.
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O imóvel e o veículo são incompatíveis com o salário de sargento reformado da PM que ele recebe, que é de R$ 7.463,86 líquidos, referente a fevereiro deste ano. Os agentes que participam da ação fizeram uma busca meticulosa na residência, vasculhando telhados caixa d'água.