Martha Rocha (PDT-PSB) faz caminhada e conversa com moradores e comerciantes de Bonsucesso - Érika de Castro/Divulgação
Martha Rocha (PDT-PSB) faz caminhada e conversa com moradores e comerciantes de BonsucessoÉrika de Castro/Divulgação
Por O Dia
Publicado 13/10/2020 19:42 | Atualizado há 3 dias
Rio - O Facebook retirou do ar, antendendo determinação da Justiça Eleitoral do Rio, vídeos publicados em quatro perfis anônimos contendo fake news sobre a candidata Martha Rocha (PDT/PSB). A retirada dos conteúdos falsos foi decidida pelo juiz Flávio Silveira Quaresma, da 230ª Zona Eleitoral do Rio, em resposta à representação dos advogados da candidata.

As fake news contra Martha Rocha começaram a circular em 1º de outubro, após o debate dos candidatos promovido pelo grupo Bandeirantes (Band). O vídeo foi publicado por um perfil no Instram e compartilhado por outros dois perfis na rede social, e um terceiro no Facebook. Nenhum dos perfis indicava a pessoa a quem pertencia. O Instagram, assim como o WhatsApp, é de propriedade do Facebook.

No vídeo, uma voz não identificada afirma que Martha Rocha é investigada por prática de caixa dois (financiamento irregular e não declarado) em sua campanha e que, como chefe de polícia durante o governo Sergio Cabral, a delegada não prendeu nenhum político ou policial corrupto. A candidata nega todas as afirmações.

Os advogados da candidata afirmam, na representação à Justiça Eleitoral, que nunca houve inquérito policial ou procedimento administrativo para apurar suposta prática de caixa dois em qualquer campanha da delegada Martha Rocha a cargos eletivo. "O segundo ataque é ainda mais inverossímil. De plano se verifica a falta de conexão com a realidade – como cogitar não se prender nenhum político ou policial corrupto em anos à frente da Polícia Civil do Rio de Janeiro? Da forma como se veicula o vídeo quer incutir na cabeça do eleitor que a candidata teria cometido, em tese, crime de prevaricação. Calúnia inaceitável, ainda mais em período eleitoral", diz o texto.

A defesa da candidata Martha Rocha pediu ao Facebook que informe o número IP (endereço na internet) da conexão usada para cadastrar os perfis que publicaram o vídeo assim como dados pessoais dos criadores e administradores desses perfis. Investigações conduzidas pela campanha da delegada identificaram também uma das responsáveis é uma moradora de Niterói, na Região Metropolitana.


Operações na gestão Martha Rocha
Para demonstrar a intenção de fraudar a eleição, foram anexadas ao processo algumas das operações realizadas durante o período em que Martha Rocha esteve à frente da Chefia de Polícia Civil, que culminaram no afastamento de políticos e de policiais civis e militares. Entre elas, a "Operação Catedral” que determinou o imediato afastamento dos policiais; a Operação “Os Intocáveis”, em que a Polícia Civil prendeu o prefeito de Guapimirim, na Baixada Fluminense, Renato Costa Mello Júnior, conhecido como Júnior do Posto, e a subsecretaria de governo e candidata à sucessão — ambos acusados de desviar e chefiar um esquema de corrupção que desviava R$ 1 milhão de recursos públicos mês; a Operação “Pandora”, em conjunto com o Ministério Público, que prendeu integrantes da milícia “Liga da Justiça”, criada pelos irmãos presos Jerônimo Guimarães, ex-vereador, e Natalino, ex-deputado estadual; e a operação que levou à prisão do vereador Luiz André Ferreira da Silva (PR), condenado por chefiar um grupo de milicianos que contava com ex-policiais militares e guarda municipais, bem como de planejar a morte de Martha Rocha e de Marcelo Freixo, à época em que ele presidiu a CPI das Milícias.