Fuzis feitos com diferentes peças são mais comprados por criminosos. Na foto, uma apreensão da PM - Divulgação / Polícia Militar
Fuzis feitos com diferentes peças são mais comprados por criminosos. Na foto, uma apreensão da PMDivulgação / Polícia Militar
Por Yuri Eiras
Rio - Uma operação da Polícia Civil para sufocar fontes de renda da milícia de Wellington da Silva Braga, o Ecko, resultou em 18 prisões nesta sexta-feira, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A ação, integrada com várias delegacias especializadas, interditou um shopping de roupas falsificadas, vendidas a mando da milícia, e estourou até uma farmácia usada para lavar o dinheiro do crime.
"A ação de hoje faz parte de mais uma operação da força-tarefa. A Delegacia de Repressão as Ações Criminosas Organizadas (DRACO) e as delegacias que têm atribuições de fiscalização estão asfixiando o braço financeiro da milícia. Já estouramos uma farmácia da milícia em Nova Iguaçu que vendia medicamento controlado. Também encontramos provedor de Gatonet da milícia, comércio ilegal de vans e mototáxis. Os milicianos atuam em várias frentes", afirmou o delegado Felipe Cury, subsecretário operacional da Polícia Civil.
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A farmácia fechada pela Polícia Civil vendia medicamentos de uso controlado sem autorização da Anvisa. A Polícia Civil também encontrou sob o domínio da milícia um depósito de gás e um restaurante usado para vender de cestas básicas. Neste último, o responsável foi preso em flagrante por corrupção ativa ao oferecer dinheiro aos agentes.
O alvo da operação é grupo de Ecko em Nova Iguaçu, controlado por Danilo Dias Lima, o Tandera. Na quarta-feira, a Polícia Civil fez uma operação no KM 32, principal reduto do miliciano. Cinco pessoas morreram.