Criança já teria sido machucada outras vezes - Arquivo Pessoal
Criança já teria sido machucada outras vezesArquivo Pessoal
Por RAI AQUINO
Publicado 24/10/2020 18:32 | Atualizado 24/10/2020 19:39
Rio - Uma ação conjunta entre as 71ª (Itaboraí) e 76ª DPs (Niterói) prendeu, no fim da tarde desta sexta-feira, uma jovem de 21 anos que queimou diversas partes do corpo do próprio filho com cigarro. Paola Maria Donato Azevedo foi capturada em Trindade, São Gonçalo, e vai responder pelo crime de tortura.
O pai do menino, o barbeiro Wagner Ferreira Souza, 34, disse ao DIA que a criança, que tem apenas três anos, era costumeiramente deixada em sua casa machucada. As queimaduras com o cigarro aconteceram no final de setembro.
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"Ele uma vez chegou aqui em casa com a unha quase arrancada, outra com um corte debaixo do braço, como se tivessem arrancado a pele dele", conta o barbeiro. "Dessa vez, ele estava com feridas abertas nas nádegas, no pênis, na perna e até no ânus. Eu não conseguia nem vestir roupa nele".
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SÉRIE DE MACHUCADOS
Wagner disse que a mulher sempre negou que maltratasse o filho, mas, segundo ele, a criança deixava claro quem era responsável pelos machucados pelo seu corpo.
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"Se você perguntar, ele fala claramente quem queimou, queimou com o que. Ele diz que não quer morar mais com ela", conta.
O barbeiro e Paola nunca moraram juntos. Ele conta que os dois se relacionaram apenas uma vez, quando ela ficou grávida. A jovem tem outros três filhos.
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"Eu nunca sabia onde ela estava. Ela trazia o garoto e jogava aqui em casa de qualquer jeito. Às vezes nem deixava comigo. Ele chegava a ficar meses direto comigo, até que ela cismava e o pegava de volta", relembra Wagner.
EXAME COMPROVOU AGRESSÃO
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Depois do episódio das queimaduras com cigarro, o barbeiro resolveu procurar o Conselho Tutelar, que o orientou a fazer um registro de ocorrência na polícia e um exame de corpo de delito na criança.  
Após a confirmação das agressões, a 71ª DP pediu a prisão preventiva da mulher. O pedido foi aceito pela 1ª Vara Criminal de Itaboraí nesta quinta-feira. Apesar de morar me Itaboraí, ela foi encontrada no município vizinho de São Gonçalo. Ao ser presa, ela alegou que o filho era alérgico a cachorro e gato.
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"Fico muito triste com tudo que aconteceu com o meu filho, porque ele é uma criança. Mas creio que agora ele comigo vai ser melhor, porque tenho mais condições de criá-lo", desabafa o pai.