Clarissa Garotinho (PROS) em campanha no Centro do Rio - Divulgação
Clarissa Garotinho (PROS) em campanha no Centro do RioDivulgação
Por O Dia
Publicado 26/10/2020 19:58 | Atualizado 26/10/2020 19:59
A candidata Clarissa Garotinho (PROS) fez campanha, nesta segunda-feira, na região da Central do Brasil. Clarissa conversou com eleitores e, especialmente, com moradores das comunidades e dos bairros vizinhos. Na estação do VLT Cristiano Ottoni, a candidata fez um pequeno comício-relâmpago e anunciou que vai rever o contrato da Prefeitura do Rio com a concessionária que administra o sistema de Veículo Leve Sobre os Trilhos.

“O contrato do VLT do Centro da cidade é o maior escândalo que existe. O Eduardo Paes assinou um acordo prevendo que, se não andarem 250 mil passageiros todos os dias no VLT, a prefeitura vai pagar pela diferença. O resultado é que hoje o município é obrigado a pagar, todos os dias, pelos 141 mil passageiros que não andam no VLT. É o passageiro-fantasma. Contratos como esse estão espalhados por toda a cidade, estão consumindo os recursos públicos”, disse Clarissa.

A candidata também lamentou o estado de abandono do prédio onde funcionou o restaurante popular da Central do Brasil. Moradores e comerciantes da região pediram a reabertura do serviço, lembrando que atendia não apenas a quem vive nas comunidades próximas, mas também aos ambulantes e trabalhadores da região e até aos moradores de rua.
“Nesse restaurante, mais de duas mil pessoas podiam almoçar diariamente por R$ 2. Infelizmente, o governo se preocupa com muitas coisas, mas não se preocupa com aquilo que é básico, que faz diferença na vida das pessoas. Como prefeita, eu vou reabrir o restaurante popular da Central do Brasil, assim como eu fiz com o de Bangu, o de Campo Grande e o de Bonsucesso, disse Clarissa.

A candidata ressaltou ainda que é preciso dar atenção especial à população que não tem onde morar. Clarissa lembrou que, hoje, há 17 mil moradores de rua no Rio e meio milhão de pessoas vivendo em em áreas de risco na cidade.

“O Crivella prometeu cuidar das pessoas, mas, infelizmente, isso não é realidade. O Rio é o retrato do descaso e do abandono com as pessoas. Nós precisamos entender que, para a população de rua, nós precisamos de soluções diferentes para problemas diferentes. Há quem precise de acolhimento, como as mulheres vítimas de violência doméstica que precisam sair de casa mas não tem para onde ir e os trabalhadores que dependem dos hotéis populares; e quem precise de tratamento porque está perdido para as drogas”, afirmou Clarissa.