Em 2017, o evento aconteceu no Vidigal - Divulgação/Flup
Em 2017, o evento aconteceu no VidigalDivulgação/Flup
Por O Dia
Rio - Segue até o próximo domingo, a nona edição da Festa Literária das Periferias (Flup). O evento, que começou na última quinta-feira, é um ponto de encontro de poetas, escritores, pensadores e moradores de favelas cariocas. Depois de passar pelo Morro dos Prazeres, Vigário Geral, Mangueira, Babilônia, Vidigal e Zona Portuária, a Flup acontece de forma virtual neste ano, por causa da pandemia.
A programação dos dois finais de semana do evento vai destacar os corpos vulneráveis - aqueles que desde sempre são os mais afetados pelas crises, sejam elas sanitárias, econômicas, ambientais, políticas ou mesmo culturais.
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"Os festivais estão perdendo uma de suas principais características, que é o lugar dos encontros, das trocas, da criação da rede de relações. Por outro lado, estão ganhando um público que nenhum festival do mundo sequer sonhou em ter", pontuou um dos fundadores da Flup, Júlio Ludemir.
Neste ano, a Flup homenageia as escritoras Carolina Maria de Jesus e Lélia Gonzalez. Carolina, que viveu boa parte de sua vida em favela do Canindé, na Zona Norte de São Paulo, foi uma das primeiras escritoras negras do país e é considerada uma das mais importantes escritoras do país.
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Já a mineira Lélia, que morou em Cosme Velho, na Zona Norte do Rio, foi uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU), grupo de ativismo político, cultural e social de ampla importância para o movimento negro no país.
As mesas vão ser transmitidas pelo Facebook e o Youtube da Flup. Saiba mais em www.flup.net.br.