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Prefeitura definirá sobre retorno às aulas na próxima semana; Sepe aponta 'risco à vida'

Em nota, Sepe disse que o prefeito está desconsiderando as evidências da continuidade da circulação do coronavírus

Prefeitura do Rio liberou retorno voluntário das atividades presenciais nas escolas e creches municipais  - Reginaldo Pimenta
Prefeitura do Rio liberou retorno voluntário das atividades presenciais nas escolas e creches municipais Reginaldo Pimenta
Por O Dia
Rio - Um dia após a retomada de todas as atividades econômicas no Rio e o anúncio de liberação voluntária para a volta às aulas na rede municipal, a Secretaria Municipal de Educação anunciou, nesta quarta-feira, que haverá reuniões com professores, conselhos de pais e responsáveis, direções de unidades e coordenações regionais para alinhar sobre o retorno das atividades presenciais nas unidades de educação do município. No entanto, o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe RJ) criticou a decisão da Prefeitura e ressaltou que a reabertura das escolas e creches municipais pode colocar em risco a vida da comunidade escolar.
De acordo com informações da Secretaria Municipal de Educação do Rio, está sendo planejado com os coordenadores regionais de Educação como será o retorno das aulas presenciais no 9º ano da Rede Municipal e também no último ano do Programa de Educação de Jovens e Adultos no Ensino Fundamental. Em nota, a secretaria ressaltou que, como foi explicado pelo prefeito na entrevista coletiva da última terça-feira, a volta às aulas nas escolas e creches municipais será voluntária.
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Segundo o Sepe RJ, em nota divulgada nesta quarta-feira, os números da pandemia na cidade continuam altos, são 12 mil mortos até agora, sendo 40 mortos e 500 novos casos oficiais somente no final de semana. Para o sindicato, estes dados são uma prova de que a pandemia não se encontra controlada e que a reabertura pode colocar em risco a vida dos profissionais, alunos, responsáveis e demais integrantes da comunidade.
"Deste modo, ao anunciar que as escolas poderão decidir de forma voluntária se abrirão ou não, em plena pandemia, a prefeitura além de descentralizar a decisão, joga todo o peso de uma eventual crise sanitária para a direção e comunidade escolar. O Sepe RJ repudia esta atitude do prefeito Crivella, que desconsidera as evidências da continuidade da circulação do coronavírus e estimula a quebra do isolamento social com o afrouxamento das medidas que são a única forma eficaz de evitar a propagação da Covid-19 na cidade do Rio de Janeiro.", afirmou a organização em nota.
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De acordo com o sindicato, a crise da pandemia atual não se restringe a um bairro ou a uma rua, mas a todo o estado e em especial à cidade do Rio de Janeiro. "Com isso, fazer com que as respectivas comunidades escolares decidam se devem ou não retornar às atividades presenciais é um risco que o Sepe não pode concordar. As escolas e creches municipais não vivem em uma redoma ou em um sítio isolado. Com isso, a decisão deve ser unitária, centralizada e calcada em fundamentos sanitários seguros, o que, nos parece, não é o caso.", completa a nota.
A organização afirmou que é contra a liberação de que as unidades municipais de educação possam abrir agora, em plena pandemia. Em nota, o sindicato aconselha que os responsáveis não caiam na história de que cada escola vai decidir ou não pelo retorno.
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"Isso é uma irresponsabilidade do prefeito Crivella. Vários países da Europa estão enfrentando a segunda onda da pandemia com a multiplicação do número de casos e da procura por leitos hospitalares, o que provoca novamente o fechamento e a volta da restrição na circulação das pessoas. O Brasil, que ainda sofre com a primeira onda da Covid, certamente não pode relaxar neste momento e as autoridades tem o dever de assegurar a segurança da saúde da população, não permitindo o aumento da circulação nas ruas representado pela volta dos alunos às escolas.", disse o Sepe RJ.
O sindicato ainda reafirmou que os profissionais de educação da rede municipal do Rio deliberaram em assembleia, realizada no final de julho, entrar em greve pela defesa da vida e contra a volta presencial às escolas enquanto a pandemia não estiver devidamente controlada.
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Aulas presenciais com segurança e responsabilidade
Segundo o pesquisador e médico infectologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Edimilson Migowski, assim como ele, a Sociedade Brasileira de Pediatria, a Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro e o Grupo Técnico da UFRJ de Covid-19 são favoráveis ao retorno das atividades presenciais nas redes de ensino. No entanto, essa retomada deve ser com segurança, com o uso das máscaras de proteção, e banheiros com água, sabão e papel toalha, para que seja mantida a higienização das mãos. Além da atenção quanto aos sinais de sintomas precoces da covid-19, com o objetivo de identificar e medicar precocemente.
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"É importante retomar, até porque a enfermidade covid-19 não é a única enfermidade que existe, existem várias outras enfermidades que podem estar sendo agravadas por conta desse distanciamento, de todo esse isolamento.", afirma o infectologista. "As crianças não são as vilãs, como se achava, na transmissão da covid-19. Quando se tem crianças infectadas, geralmente elas foram infectadas a partir de um outro adulto, não de uma outra criança, mostrando que na cadeia de transmissão, as crianças não tem tanta importância assim".
Segundo o Dr. Migowski, alguns colégios que já retomaram suas atividades, estão monitorando os casos e conclui-se que estes são isolados, não havendo transmissão sustentada numa sala de aula.
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"Então, se observar o distanciamento, se observar o uso da máscara e outros detalhes de prevenção primária, a gente reputa como pouco provável a transmissão na escola e tudo leva a crer também que a escola não é um lugar de risco aumentado quando comparado com uma praça, com uma praia ou com outras atividades que as crianças costumam desempenhar", conclui o infectologista.
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Em nota, Sepe disse que o prefeito está desconsiderando as evidências da continuidade da circulação do coronavírus

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De acordo com informações da Secretaria Municipal de Educação do Rio, está sendo planejado com os coordenadores regionais de Educação como será o retorno das aulas presenciais no 9º ano da Rede Municipal e também no último ano do Programa de Educação de Jovens e Adultos no Ensino Fundamental. Em nota, a secretaria ressaltou que, como foi explicado pelo prefeito na entrevista coletiva da última terça-feira, a volta às aulas nas escolas e creches municipais será voluntária.
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Segundo o Sepe RJ, em nota divulgada nesta quarta-feira, os números da pandemia na cidade continuam altos, são 12 mil mortos até agora, sendo 40 mortos e 500 novos casos oficiais somente no final de semana. Para o sindicato, estes dados são uma prova de que a pandemia não se encontra controlada e que a reabertura pode colocar em risco a vida dos profissionais, alunos, responsáveis e demais integrantes da comunidade.
"Deste modo, ao anunciar que as escolas poderão decidir de forma voluntária se abrirão ou não, em plena pandemia, a prefeitura além de descentralizar a decisão, joga todo o peso de uma eventual crise sanitária para a direção e comunidade escolar. O Sepe RJ repudia esta atitude do prefeito Crivella, que desconsidera as evidências da continuidade da circulação do coronavírus e estimula a quebra do isolamento social com o afrouxamento das medidas que são a única forma eficaz de evitar a propagação da Covid-19 na cidade do Rio de Janeiro.", afirmou a organização em nota.
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De acordo com o sindicato, a crise da pandemia atual não se restringe a um bairro ou a uma rua, mas a todo o estado e em especial à cidade do Rio de Janeiro. "Com isso, fazer com que as respectivas comunidades escolares decidam se devem ou não retornar às atividades presenciais é um risco que o Sepe não pode concordar. As escolas e creches municipais não vivem em uma redoma ou em um sítio isolado. Com isso, a decisão deve ser unitária, centralizada e calcada em fundamentos sanitários seguros, o que, nos parece, não é o caso.", completa a nota.
A organização afirmou que é contra a liberação de que as unidades municipais de educação possam abrir agora, em plena pandemia. Em nota, o sindicato aconselha que os responsáveis não caiam na história de que cada escola vai decidir ou não pelo retorno.
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"Isso é uma irresponsabilidade do prefeito Crivella. Vários países da Europa estão enfrentando a segunda onda da pandemia com a multiplicação do número de casos e da procura por leitos hospitalares, o que provoca novamente o fechamento e a volta da restrição na circulação das pessoas. O Brasil, que ainda sofre com a primeira onda da Covid, certamente não pode relaxar neste momento e as autoridades tem o dever de assegurar a segurança da saúde da população, não permitindo o aumento da circulação nas ruas representado pela volta dos alunos às escolas.", disse o Sepe RJ.
O sindicato ainda reafirmou que os profissionais de educação da rede municipal do Rio deliberaram em assembleia, realizada no final de julho, entrar em greve pela defesa da vida e contra a volta presencial às escolas enquanto a pandemia não estiver devidamente controlada.
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Aulas presenciais com segurança e responsabilidade
Segundo o pesquisador e médico infectologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Edimilson Migowski, assim como ele, a Sociedade Brasileira de Pediatria, a Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro e o Grupo Técnico da UFRJ de Covid-19 são favoráveis ao retorno das atividades presenciais nas redes de ensino. No entanto, essa retomada deve ser com segurança, com o uso das máscaras de proteção, e banheiros com água, sabão e papel toalha, para que seja mantida a higienização das mãos. Além da atenção quanto aos sinais de sintomas precoces da covid-19, com o objetivo de identificar e medicar precocemente.
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"É importante retomar, até porque a enfermidade covid-19 não é a única enfermidade que existe, existem várias outras enfermidades que podem estar sendo agravadas por conta desse distanciamento, de todo esse isolamento.", afirma o infectologista. "As crianças não são as vilãs, como se achava, na transmissão da covid-19. Quando se tem crianças infectadas, geralmente elas foram infectadas a partir de um outro adulto, não de uma outra criança, mostrando que na cadeia de transmissão, as crianças não tem tanta importância assim".
Segundo o Dr. Migowski, alguns colégios que já retomaram suas atividades, estão monitorando os casos e conclui-se que estes são isolados, não havendo transmissão sustentada numa sala de aula.
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"Então, se observar o distanciamento, se observar o uso da máscara e outros detalhes de prevenção primária, a gente reputa como pouco provável a transmissão na escola e tudo leva a crer também que a escola não é um lugar de risco aumentado quando comparado com uma praça, com uma praia ou com outras atividades que as crianças costumam desempenhar", conclui o infectologista.
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