Ângelo Máximo é advogado da família do pastor Anderson do Carmo e é assistente de acusação - Luciano Belford
Ângelo Máximo é advogado da família do pastor Anderson do Carmo e é assistente de acusaçãoLuciano Belford
Por Aline Cavalcante
Rio - O advogado da família do pastor Anderson do Carmo, assassinado em junho de 2019, afirma ter sido ameaçado na última sexta-feira, 13, em Niterói, enquanto acontecia a audiência do caso. Ângelo Máximo Macedo da Conceição acredita que a ameaça, apesar do autor não ter sido identificado, tenha partido de um segurança da deputada Flordelis.

O fato teria ocorrido por volta das 21h, dentro do Fórum de Niterói, durante a audiência. O advogado conta que visualizou um sujeito, ainda não identificado, sentado na plateia o encarando e fazendo um gesto com as mãos imitando uma arma de fogo.

"Era um homem forte, careca, camisa de cor escura. Ele me encarava e fazia o uma arma com a mão, apontando para a própria cabeça. Quando percebi a ameaça informei ao Promotor de Justiça e Juíza de Direito presentes na audiência. Acredito que seja um segurança ou parente da deputada Flordelis, pois vi certa intimidade com familiares da deputada, que também estavam no plenário".

Outras ameaças

Ao longo da investigação do caso, o advogado relata que foram sete ameaças sofridas, sendo este o segundo Registro de Ocorrência. "Quero deixar claro que qualquer ato atentatório a minha integridade física ou da minha família não ocorrerá sem a permissão da acusada Flordelis, assim como não aconteceu o assassinato sem a permissão dela".
O advogado de defesa da deputada, Anderson Rollemberg, disse que será preciso provar a acusação. "Cada pessoa deve responder por seus atos. Portanto, se alguém o ameaçou na audiência, caberá o advogado denunciante primeiramente provar que foi ameaçado e depois provar que foi por mando da deputada. Tudo um verdadeiro circo desse advogado". 
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Por meio de sua assessoria de imprensa, a parlamentar informou que não possui conhecimento sobre esse fato e alega que sua equipe é treinada e orientada a se comportar de forma cordial, se abstendo de expressar qualquer tipo de opinião pessoal, seja por palavras ou gestos.

A nota diz ainda que "esse fato será averiguado e se comprovada a sua veracidade, o responsável será punido, já que esse tipo de ação não reflete profissionalismo e nem tampouco condiz com as orientações dispensadas aos seus seguranças".

A Polícia Civil está investigando o caso e solicitou as imagens do Plenário onde ocorreu, no dia 13 de novembro, a audiência relacionada ao crime que vitimou o pastor Anderson do Carmo e dos corredores do Fórum. O caso foi registrado na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo.