Queiroz era considerado foragido da operação Porto Negro, da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). De acordo com as investigações, a quadrilha liderada pelo PM furtou ao todo 169,5 mil litros de petróleo e causou um prejuízo de cerca de R$ 2 milhões para a Transpetro/Petrobrás.
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Nesta manhã, durante a operação, agentes prenderam quatro suspeitos de integrar a organização criminosa. Os policiais deveriam cumprir cinco mandados de prisão - Marcelo Queiroz dos Anjos era o último que faltava -, além de 14 de busca e apreensão.
Túnel perfurado por quadrilha para roubar petróleo de duto da PetrobrasReprodução
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Investigação
As investigações contra o grupo criminoso duraram seis meses. O início se deu após uma descoberta de perfuração de dutos da Transpetro no município de Guapimirim em junho de 2020. Logo depois, a polícia encontrou buracos para furto de petróleo em Nova Iguaçu e em Queimados, também na Baixada Fluminense. Ao todo, foram furtados 169,5 mil litros do combustível em três roubos diferentes.
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O petróleo furtado no Rio de Janeiro era transportado para a cidade de Rolândia, no Paraná, para adulteração e posterior revenda. Na cidade paranaense, os agentes cumprem mandado de prisão e de busca e apreensão contra um empresário que já foi preso pela DDSD na operação Sete Capitães II, em dezembro de 2020.
"A certeza é de que há mais pessoas envolvidas, isso é certo. A investigação vai continuar para identificar as outras pessoas, e a gente trabalha com a possibilidade concreta de que alguém de dentro da empresa passa informação para quadrilha", afirmou o promotor Rogério Sá Ferreira, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MP).
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Procurada pelo DIA, a Petrobrás informou que não têm evidências de que funcionários estejam ligados aos furtos e que irá colaborar com a investigação.
Confira a nota na íntegra:
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Não temos evidências da participação de empregados da Petrobras e da Transpetro em casos de furtos em dutos. A Petrobras e a Transpetro, em parceria, colaboram com as investigações das autoridades de segurança púbica e têm agido de forma integrada para coibir o crime de furto de óleo e derivados em dutos. A atuação em conjunto tem contribuído para prisões de integrantes de quadrilhas especializadas, bem como de receptadores e comerciantes de combustíveis ilegais, principalmente nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, onde se concentra o maior número de ocorrências. As companhias têm como prioridade a preservação da vida e prezam pela segurança das pessoas e do meio ambiente.
Uma das medidas apoiadas e que está em pauta no Congresso Nacional é o endurecimento da pena para quem pratica esse crime. Apesar de o transporte de combustíveis por dutos ser seguro e eficiente, as intervenções criminosas podem trazer consequências graves para a comunidade, como incêndios, explosões, vazamentos, poluição e contaminação de áreas ambientalmente sensíveis.
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Além disso, disponibilizou um contato para que denúncias sejam feitas. O anonimato é garantido, a ligação é gratuita e o telefone funciona 24 horas por dia, sete dias por semana: Whatsapp (21) 999920-168.